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Familiares e amigos de grávida atropelada fazem ato contra crimes de trânsito

Os populares se reuniram ao lado do Terminal de ônibus (T5) e seguiram para a paróquia Cristo Rei, no mesmo bairro-foto: Marcio Melo

Os populares se reuniram ao lado do Terminal de ônibus (T5) e seguiram para a paróquia Cristo Rei, no mesmo bairro-foto: Marcio Melo

Familiares e amigos de Alessandra Solart, 34, que estava grávida de seis meses e morreu atropelada no último dia 14 de agosto, fizeram uma mobilização de repúdio contra a impunidade dos acidentes de trânsito, em Manaus. O ato reuniu aproximadamente 70 pessoas e ocorreu na tarde desta segunda-feira (7), na avenida Autaz Mirim, São José, Zona Leste.

Os populares se reuniram ao lado do Terminal de ônibus (T5) e seguiram para a paróquia Cristo Rei, no mesmo bairro. A missa em homenagem a Alessandra Solart iniciou às 19h e foi celebrada pelo padre Gregório Paderenski.
Conforme Nonato de Souza Amorim, 36, viúvo de Alessandra, a caminhada teve o apoio da comunidade e pediu justiça contra os crimes no trânsito.

O deputado Sinésio Campos (PT) esteve presente na mobilização e caminhou todo o percurso junto com os fiéis. Ele apoiou o movimento cedendo o carro de som.

Sinésio falou sobre a necessidade que há em cumprir as leis de trânsito. “Não podemos deixar esse homem impune. Testemunhas puderam observar o seu estado de embriaguez. Além de matar a mulher, ainda tirou a vida de uma criança, que se quer, teve a chance de nascer. Isso foi como provocar um aborto. Ele interrompeu uma vida”, disse o deputado.

Sinésio Campos disse também que os policiais militares, quando em ronda, deveriam ter o aparelho de medição de taxa de alcoolemia ‘bafômetro’, que “facilitaria o flagrante desses criminosos, que utilizam o volante do carro para matar”. Ele comparou uma pessoa embriagada no trânsito a uma pessoa que anda armada, que “sai com intenção de matar”.

O padre da paróquia São José, Alberto Rypel, acompanhou todo o percurso realizado e salientou “que cada um tem que ter a responsabilidade e ser justo, para não causar tamanha dor, devido a perda de um ente querido, causando infortúnios a todos”.

“É justo que cada um dirija conforme a lei do trânsito, isso é amor. Cada um precisa ter responsabilidade, para que não fique ainda mais difícil o trânsito da cidade, que já é tão complicado”, relatou.

A mobilização contou com o apoio das viaturas da 9º Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e também de um agente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans).
Nonato Amorim adiantou que um próximo ato está previsto para o dia 2 de novembro, na estrada da Ponta Negra , Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito

O irmão de Alessandra, Jorge Adriane Solart Rodrigues, 31, que ficou ferido, continua internado em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital e Pronto Socorro Dr. João Lúcio, na Zona Leste.

Esse não é o primeiro ato realizado pelos familiares de Alessandra. O primeiro ocorreu no dia 22 de agosto, no local onde ocorreu a fatalidade.

O acidente

Alessandra e seu irmão, Jorge Adriane, atravessavam a faixa de pedestres quando foram atingidos por um Palio de cor prata, placa JXI-6717, conduzido por Gleidson. O fato aconteceu na avenida Rodrigo Otávio, próximo a Bola da Suframa, bairro Japiim, na Zona Sul.

Segundo os familiares das vítimas, Alessandra seguia para o Hospital e Maternidade Santo Alberto para realizar exames de rotina pré-natal. A jovem foi arrastada por aproximadamente 50 metros e ficou presa embaixo do carro, morrendo na hora.

Por Conceição Melquíades

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