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Familiares do menino André, que caiu em bueiro, ainda aguardam exame de DNA para liberação do corpo no IML

O cadáver da criança continua retido no Instituto Médico Legal (IML), desde o dia 26 de abril, quando foi encontrado no igarapé do Mindu, na Zona Centro-Sul - foto: Josemar Antunes

O cadáver da criança continua retido no Instituto Médico Legal (IML), desde o dia 26 de abril, quando foi encontrado no igarapé do Mindu, na Zona Centro-Sul – foto: Josemar Antunes

Há um mês, familiares do menino André Pereira Crescenço, de 6 anos, que caiu em bueiro, no bairro Amazonino Mendes, na Zona Norte,  vivem o drama da espera da liberação do corpo para o enterro. O cadáver da criança continua retido no Instituto Médico Legal (IML), desde o dia 26 de abril, quando foi encontrado no igarapé do Mindu, na Zona Centro-Sul.

De acordo com a tia do menino, Raquel Natividade, André tinha um problema de formação nos dedos do pé esquerdo, que eram  grudados, e o IML pediu uma fotografia da família para comprovar o fato.  “Levamos a foto para que agilizassem a liberação do corpo, mas não foi o suficiente. Só sei que estamos vivendo um drama. Meu irmão (pai do menino) não consegue mais trabalhar, porque a qualquer hora podemos receber uma ligação”.

Conforme a tia, os peritos do IML informaram à família que nessa semana sairia o resultado do exame.  “Eles falaram, provavelmente, nessa semana sairia o resultado, mas também comentaram que têm corpos que demoram mais de quatro meses para serem liberados. Enquanto isso, ficamos aqui nesse sofrimento”, lamentou.

Segundo um funcionário do Instituto Médico Legal que preferiu não se identificar, o corpo só será liberado após o resultado de exame de DNA, já que a criança não possui documento de identificação. “Ainda está sem previsão para a data de liberação do corpo do menino, porque o exame de DNA ainda não está pronto. E também estamos aguardando o laudo para confirmar as causas da morte”, disse.

A criança era adotada e não possuía certidão de nascimento, carteira de vacinação ou outro tipo de documento que o identificasse. O material genético da mãe, Dinamarca da Silva, foi coletado para a realização do exame de DNA para que possa ser comprovado o laço sanguíneo com Dinamarca, e assim, haver a liberação do corpo para sepultamento.

Por Kattiúcia Silveira

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