Dia a dia

Familiares denunciam IML por demora em liberação

O corpo da vítima deu entrada no IML às 15h30 desta quinta-feira (16) – foto: Arthur Castro

Familiares de Alexandre Félix da Silva, 28, atingido por um tiro, denunciaram na manhã de ontem (17) a dificuldade em liberar o corpo da vítima no Instituto Médico Legal (IML) e os maus-tratos sofridos por parte do médico legista Alfredo Valois. De acordo com o o irmão de Alexandre, Rogério Félix da Silva, 32, o corpo da vítima deu entrada no IML às 15h30 da última quinta-feira (16), porém, até o início da manhã de ontem (17), eles não haviam conseguido a liberação do corpo.

Ao questionarem o motivo com os funcionários do instituto, receberam a resposta de que o médico legista não queria ser incomodado. “Eu sei que meu irmão morreu em circunstância não natural, mas ele é um ser humano, merece ser tratado como os demais. Eu tentei liberar o corpo no mesmo dia, mas quando eu fui perguntar para os funcionários do IML, me responderam que ia demorar, porque o medico legista que estava trabalhando naquele horário não queria ser incomodado. Achei isso uma falta de respeito”, contou.

Rogério disse, ainda, que só conseguiu um posicionamento sobre a liberação do corpo após insistir com outros funcionários da recepção para ajudá-lo.

Por volta das 10h de ontem, um funcionário do instituto o procurou e avisou que a liberação tinha sido autorizada. “Já era para o meu irmão estar enterrado. Minha mãe está muito abalada com toda essa situação. Eu só consegui um posicionamento depois de insistir com várias pessoas e ameaçar chamar a imprensa”, disse.

A diretora do IML, Margareth Vidal, explicou que soube da situação do irmão de Rogério, mas que ainda não apurou os fatos por não ter recebido nenhuma denúncia formalizada por parte da família do morto.

Ainda de acordo com ela, se os familiares a procurarem para efetuar a denúncia, o caso será apurado de imediato.

“Acredito que tenha ocorrido demora na entrega dos documentos do morto por parte da família. Quando ocorre essa demora na entrega de documentos, a liberação acaba demorando mais que o necessário. Porque o legista só libera o corpo quando a documentação estiver completa, tendo em vista que é preciso ter a certeza de que aqueles documentos, de fato, pertencem àquele corpo. Ainda não apurei porque não tenho nada formalizado em minhas mãos, porque para isso a família precisa vir até mim para fazer um termo ou mandar algo por escrito informando toda a situação”, explicou.

 

Por Michele Freitas

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