Dia a dia

Vídeo: familiares acompanham de longe transferência dos ‘cabeças’ da chacina do Compaj

Os presos começaram a entrar no avião para serem transferidos por volta das 13h – fotos: Ione Moreno

Choro, tristeza, angústia e desalento foi o que os familiares dos presos das unidades prisionais de Manaus demonstraram com a notícia da transferência de 17 internos nesta quarta-feira (11), para os presídios federais. Muitos parentes se reuniram desde cedo na frente do 1º Batalhão de Choque, situado na BR-174, para obter informações e seguiram até o anexo do Aeroporto Eduardo Gomes, o ‘Eduardinho’, de onde o avião decolou.

Após os procedimentos de triagem e revista, os presos foram encaminhados para o Eduardinho, na Zona Centro-Oeste. Debaixo de chuva, os parentes dos 17 detentos também seguiram para o local e gritavam desesperados pelos nomes deles. Veja o vídeo:

Quando o caminhão que realizava a transferência chegou ao local, muitas esposas fizeram mais barulho. Tentavam se despedir de longe e imploravam para que as autoridades policiais deixassem que elas pudessem ver seus maridos.

A mãe de um dos detentos, ao mesmo tempo que chorava, almejava que o filho ficasse bem. “Vai com Deus meu filho, que Deus te proteja lá”, falou baixinho, encostada à grade de onde podia ver a fila dos detentos antes de subirem no avião.

Veja algumas fotos:

Entre os 17 detentos – do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) – que estão sendo transferidos, está Márcio Ramalho Diogo, 34, conhecido como ‘Garrote’, que foi identificado como um dos líderes da rebelião que aconteceu no dia 1º no Compaj.

Em nota, o Comitê de Gerenciamento de Crise do Sistema Penitenciário do Amazonas confirmou a lista divulgada no início da manhã de hoje. Mas, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) ainda não informou para quais unidades federais os detentos serão encaminhados.

Revolta de familiares

A irmã de um presidiário do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) estava revoltada pela falta de notícia logo no início do dia.

“Não dão informação de nada. Eles deviam falar alguma coisa para nós. Não temos informações nenhuma de quem fugiu ou quem deixou de fugir. A gente não sabe quem morreu, então corremos para IML. Nós somos a família, temos o direito de saber”, reclamou, sem se identificar. Ela ainda aproveitou para defender o irmão de acusações de envolvimento na chacina.

“Estão acusando muita gente inocente. Meu irmão é inocente, ele não participou dessas coisas”, defendeu.

Manoela Moura
EM TEMPO

2 Comments

2 Comments

  1. Elizabeth

    11 de janeiro de 2017 at 20:17

    Como essa mulher sabe que o irmão dela é inocente? A polícia tem videos e fotos da chacina, além do próprio relato das pessoas envolvidas! Aff! Enquanto houver esse tipo de conivência dos familiares em relação à bandidagem dos parentes, não haverá melhorias pra ninguém. Os próprios familiares levam drogas, armas, celulares e coisas indevidas para os presidiários e dps querem que o governo (com o dinheiro do cidadão honesto) tome conta desses “coitados”. Não é o Estado e nem o ambiente que faz o indivíduo. O ser humano escolhe o seu caminho. Se está preso foi pq procurou isso.

  2. wendick

    11 de janeiro de 2017 at 17:30

    vão tarde vagabundos, que nunca mais saiam de lá do isolamento, que mandem mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Subir