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Família relembra morte de empresária vítima de acidente no trânsito em Manaus

Apesar da morosidade da Justiça, viúvo de Déborah Freitas acredita, que responsáveis pelo caso ainda serão condenados pelo acidente - foto: reprodução/Facebook

Apesar da morosidade da Justiça, viúvo de Déborah Freitas acredita, que responsáveis pelo caso ainda serão condenados pelo acidente – foto: Reprodução/Facebook

Um ano após a morte da empresária Déborah Maryneth Rubim Freitas, 34, vítima de um acidente de trânsito envolvendo uma carreta e três veículos, no dia 23 de abril, na avenida Cosme Ferreira, Zona Leste, a família questiona a falta de punição dos responsáveis pelo acidente.

De acordo com o marido da empresária, o levantador de toadas do boi Caprichoso, Renato Freitas, 43, o processo judicial do acidente tramita na Vara Especializada de Crimes de Trânsito, mas devido a morosidade da Justiça, até hoje o motorista Glauco Wilson Gil Costa e as empresas proprietárias de parte do veículo e da mercadoria, não foram punidas.

“A gente precisa que a Justiça se manifeste, não só no caso dela, mas em muitos outros que devem estar parados. Os envolvidos no acidente da minha esposa estão soltos e nos aqui sofrendo pela perda da Déborah”, declarou.

Segundo Renato, além do motorista que dirigia a carreta, foram arroladas no processo três empresas, que tiveram seus bens bloqueados. “Eu digo que essa história é um verdadeiro quebra-cabeças. Porque o motorista faz parte de uma empresa, o cavalo mecânico da carreta pertencia a outra empresa, o baú e a carga também eram de empresas distintas. Soubemos pela perícia que a carreta estava com uma mangueira cortada, uma das hipóteses que pode ter levado o veículo a perder o ferio”, comentou.

Mesmo sabendo de diversos casos de crimes de trânsito impunes pelo país, Renato disse acreditar que a morte da esposa, ainda terá uma reposta por parte da Justiça, por confiar na punição dos culpados. “A gente escuta muitas pessoas dizendo que não existe punição para quem comete crime no trânsito, mas a nossa família tem esperanças de que no caso da Déborah terá punição”, salientou.

Homenagem

Amanhã, a família da empresária fará uma missa, pelo um ano de falecimento de Déborah, às 8h, na paróquia de São José Operário, no bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul. Em decorrência do acidente, a vítima passou 43 dias internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital e pronto-socorro João Lúcio, no bairro São José, Zona Leste. Renato destacou, que a celebração será uma forma de lembrar carinhosamente da esposa e de cobrar mais fiscalização no tráfego de carretas nas ruas da cidade.

“Na missa queremos lembrar dela, mas também cobrar mais fiscalização, porque ainda existem muitos motoristas trafegando em carretas, de forma irregular, sem condições psicológicas e que podem causar novos acidentes”, desabafou.

 

Por Michelle Freitas

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