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Família de turista inglesa aguarda por novo julgamento em Manaus

Turista inglesa Gillian Metcalf morreu durante acidente de lancha em Manaus - foto: divulgação

Turista inglesa Gillian Metcalf morreu durante acidente de lancha em Manaus – foto: divulgação

A família da inglesa Gillian Metcalf, 50, morta em setembro de 2013, durante a colisão entre duas lanchas no Rio Negro, está em Manaus para o novo julgamento do caso,  que começará na próxima segunda-feira (3), na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM).  Pela quarta vez no Brasil, o viúvo Charles Metcalf, 58, descreveu sua decepção em relação à Justiça brasileira, em entrevista ao jornal britânico, The Telegraph, onde afirmou que o sistema brasileiro é “desumano”.

A filha do casal, que sobreviveu ao acidente, Alice, de 19 anos, também está em Manaus para testemunhar contra os dois pilotos do barco acusados ​​pelo suposto homicídio. Segundo o laudo da morte, Gillian teria morrido com ferimentos na cabeça depois que os dois barcos colidiriam nas proximidades do porto da Ceasa, Zona Leste de Manaus, em setembro de 2013.

Após o primeiro julgamento, Charles Metcalf, afirmou que os resultados foram “incrivelmente frustrante”, mas espera que desta vez ocorra justiça. “Mesmo depois de dois anos, desde que a Gill morreu, ainda é preciso esperar mais para se obter Justiça? Isso é desumano”, lamentou o esposo.

O advogado da família no  Estado, identificado apenas como Juarez, afirmou que é uma decepção porque crimes com penas de até quatro anos podem ser substituído para o trabalho comunitário, ou doações de cestas de alimentos. “Vamos discutir a morte de uma pessoa, e isso não pode ser trarado de forma simples”, disse o advogado.

Após a colisão, Gilliane sofreu traumatismo craniano e faleceu no Hospital e Pronto- Socorro Dr. João Lúcio.

Laudo

De acordo com o laudo da Polícia Civil, que é parte integrante do processo, o condutor do barco Mailson Rebeiro Gomes, que atingiu a lancha da turista, não tinha habilitação para conduzir a embarcação.

No início de 2014, a Justiça tentava localizar os dois pilotos, mas houve várias tentativas frustradas de entregarem as notificações. Em maio deste ano o julgamento começou, mas teve de ser interrompido pela ausência de testemunhas.

Por Stenio Urbano

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