Dia a dia

Família de mulher morta por ex-marido na Compensa prepara manifesto contra soltura de acusado

José Eloy afirmou em depoimento que não se lembra de nada do dia do crime, na Compensa - foto: Thais Gama/do AGORA

O técnico em informática é o principal suspeito de ter cometido o crime – foto: Thais Gama/do AGORA

Familiares e amigos da microempresária Ruth Mouta Cacella, 32, que foi morta em frente a lan house que ela era proprietária, irão realizar um protesto pedindo justiça, hoje, a partir das 16h. O local do ato será em frente onde o crime ocorreu no último dia 12 de maio, na avenida Oscar Borel, bairro Compensa, Zona Oeste.

O ato será uma resposta de indignação contra a expedição do alvará de soltura de José Eloy dos Santos Cardoso, 32, que foi concedido ontem (17) pelo juiz criminal Luiz Carlos Honório Valois.

Um familiar da vítima que preferiu não se identificar falou que os parentes estão revoltados com a situação. “Pensavamos que o Eloy já estava na cadeia pública, e nem sabemos se chegou realmente a ‘descer’. Soubemos que ele ganhou liberdade, por meio da imprensa. Tem vídeos do Eloy confessando o crime, e por isso não conseguimos entender por que esse juiz fez isso, expediu esse mandado de soltura,” disse.

A família falou que teve conhecimento de que o magistrado usou como argumento para soltar Eloy, o fato de que a investigação responsável pelo caso não fundamentou as razões pela qual Eloy foi preso em flagrante. Isso, levando em conta que Eloy não foi pego cometendo o homicídio, não foi preso no local do ocorrido e nem foi perseguido após o fato, o que não se caracteriza flagrante para o juiz.

“Iremos protestar até que a  justiça seja feita”, declarou um parente.

O crime

Ruth foi encontrada morta às 7h de quinta-feira (12) com marcas de estrangulamento, dentro da lan house que era dona, localizada na avenida Oscar Borel, no bairro Compensa. Os familiares informaram que dias antes a microempresária havia pedido o divórcio do marido, Eloy, com quem tinha uma filha de 3 anos.

O técnico em informática é o principal suspeito de ter cometido o crime. Ruth sumiu na noite de quarta-feira, 11 de de maio, quando não retornou para casa depois de encerrar o expediente na lan house. Eloy era usuário de drogas e havia acabado de sair de uma casa de reabilitação.

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