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Família de grávida morta atropelada no Japiim vai recorrer da soltura de motorista

Após ser arrastada pelo veículo, a grávida Alessandra Solart ficou debaixo do carro, sendo retirada por testemunhas – foto: divulgação

Após ser arrastada pelo veículo, a grávida Alessandra Solart ficou debaixo do carro, sendo retirada por testemunhas – foto: divulgação

A família da grávida Alessandra Solart Amorim, 24, que morreu após ter ser atropelada em cima de uma faixa de pedestre, dia 14 do mês passado, no Japiim, Zona Sul, vai pedir a revisão da soltura do motorista, Gleidson Sena Amaral, 27, causador do desastre. Ele ganhou liberdade na última sexta-feira (28).

Familiares contrataram um advogado para recorrer da decisão judicial e pretendem realizar uma manifestação no próximo dia 7. De acordo com o marido de Alessandra, Nonato de Souza, 36, o advogado das vítimas entrou com uma ação para tentar reverter a liberdade provisória do causador do atropelamento.

“Não tínhamos advogado. Só que agora a família está se unindo para pagar um. Entramos com esse processo e queremos que este cidadão pague pelo que fez. A lei o privilegia”, disse Souza.

Mesmo após ter sido arremessado a uma longa distância com o impacto da batida, o irmão da grávida, Jorge Adriane Rodrigues Solart, 31, que ficou gravemente ferido no acidente, sobreviveu e está há mais de 20 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do pronto-socorro (HPS) João Lúcio. Segundo as últimas informações da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), o rapaz respira com a ajuda de aparelhos.

“O Jorge teve melhoras, teve uma pequena recuperação e está tendo reações, como mexer mãos e pés. Acordou do coma, mas não reconhece ninguém e pode ficar com muitas sequelas. Ele continua com 10% de chances de ficar bem”, disse Nonato.

Em consulta ao site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a defesa de Gleidson havia pedido a liberdade provisória dele no dia 16 de agosto e a juíza da Vara Especializada em Crimes de Trânsito de Manaus, Luiza Cristina da Costa Marques, revogou a prisão e concedeu a liberdade provisória no dia 28, mas o condutor só deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) após ter realizado o pagamento da fiança estabelecida em R$ 7.890, no último fim de semana.

Não se ausentar de Manaus, não consumir bebidas alcoólicas ou frequentar bares e restaurantes estão entre as restrições que Gleidson deve seguir à risca.

Acidente

O acidente aconteceu por volta das 6h do último dia 14, na avenida General Rodrigo Otávio, Zona Sul. O casal de irmãos estava indo a um hospital e maternidade particular para uma consulta pré-natal de Alessandra, que estava grávida de 6 meses. Os dois estavam atravessando em uma faixa de pedestres na via, quando foram atingidos pelo carro conduzido por Gleidson.

Na tentativa de fugir do local, o motorista saiu arrastando Alessandra embaixo do veículo por, aproximadamente, 30 metros. Já Jorge, com o impacto, foi atirado contra um orelhão. Na ocasião, testemunhas contaram aos policiais que o motorista dirigia em alta velocidade e apresentava sinais de embriaguez. O teste de alcoolemia de Gleidson só foi aplicado seis horas depois do ocorrido devido à falta de bafômetros na cidade e por conta disso. O volume de álcool no sangue do condutor teria baixado e assinalado apenas 0,06 mg/L.

Por Cecília Siqueira

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