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Falta de sinalização cria problemas no trânsito de Manaus

Na avenida das Torres as linhas de contenção e indicativos de velocidade e prioridades foram apagadas com a ação do tempo – foto: Ione Moreno

Na avenida das Torres as linhas de contenção e indicativos de velocidade e prioridades foram apagadas com a ação do tempo – foto: Ione Moreno

Usada para o controle, advertência, orientação ou informação do pedestre e do motorista no trânsito, a sinalização horizontal apresenta falhas nas principais ruas de Manaus. Em alguns casos, a ausência da pintura no asfalto tem provocado acidentes, sobretudo nos cruzamentos.

Em diversas vias das zonas Norte, Sul e Leste, a sinalização está comprometida, como é o caso das avenidas Governador José Lindoso (avenida das Torres) e Nathan Xavier de Albuquerque, Zona Norte.

Na avenida das Torres, por exemplo, as faixas de divisão de pista, linhas de contenção e indicativos de velocidade e prioridades foram apagadas com a ação do tempo, em mais da metade de sua extensão total, mas, apesar do fluxo de veículos diários, nada foi feito pelas autoridades.

O mesmo cenário de abandono é visto no bairro Cidade Nova, Zona Norte. Em alguns trechos da avenida Noel Nutels, principalmente na bola do hospital Francisca Mendes, a sinalização horizontal não existe, colocando em risco a vida de condutores.

Na rotatória do bairro São José, nas proximidades da maternidade Ana Braga, os condutores circulam com medo uma vez que as faixas na pista estão praticamente apagadas, o que dificulta o trânsito e também coloca em risco a população, uma vez que, além dos carros particulares, circulam no local ônibus e mimicro-ônibus alternativos. O problema piora à noite.

No Distrito Industrial, o problema enfrentado pelos condutores é o mesmo. A falta de sinalização no asfalto dificulta, principalmente à noite, o bom uso da via. Em parte da avenida Buriti não existe a faixa de divisão de sentido. Moradores alegam que vários acidentes já ocorreram no local devido à falha no sistema.

“Em alguns casos não sabemos se a rua é mão única ou não. Na própria Buriti não tem uma faixa que determine a divisão da rua. Na maioria das vezes quando percebemos já estamos avançamos para o outro sentido. E quando tem agentes de trânsito, ainda somos penalizados. Essa falta de sinalização já provocou acidente, mas infelizmente até agora nada foi feito”, relatou Rogério Andrade.

Faixa de pedestre

Após vários acidentes com vítimas fatais, a importância da faixa de pedestre volta a ser questionada pela população. Recentemente um grupo de operários fechou a avenida Torquato Tapajós, em frente ao Hospital Delphina Aziz, para exigir que o Manaustrans implantasse uma faixa de travessia. No local, ao menos 18 trabalhadores foram atropelas em menos de dois meses.

Na avenida Costa e Silva, no bairro Crespo, Zona Sul, onde semana passada uma gari morreu atropelada, pedestres sofrem para realizar a travessia, devido a falta de sinalização horizontal. Nas avenidas Ramos Ferreiras, Ferreira Pena, São Jorge, Japurá e Itaúba, a situação é a mesma.

Pedestre que circulam diariamente por essas vias reclamam da falta de segurança. “Se com faixa já é difícil realizar a travessia, imagine sem ela. Os motoristas não respeitam a sinalização e nessa situação apagada eles fingem que não veem para não darem prioridade para nós”, disse Carlos Menezes.

O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) informou que, a Prefeitura de Manaus implantou e revitalizou mais de 250 faixas de pedestres em 50 dias, em todas as zonas da cidade. A meta é reforçar a sinalização na frente de 500 escolas, até o final de setembro.

Além das áreas com circulação de estudantes, o trabalho executado pelo Manaustrans prioriza ruas onde estão situadas igrejas, hospitais e trechos comerciais com grande movimentação de pessoas.
O órgão ressalta que está implantando e revitalizando toda a sinalização horizontal. O trabalho já começou com as faixas de pedestres, divisão de pista e linhas de contenção.
Por Gerson Freitas

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