Cultura

Faith No More volta furioso após 18 anos

Quando o Faith No More apareceu, na segunda metade dos anos 1980, o grupo demonstrava uma fúria no palco, como se cada show fosse o último de suas vidas. E as músicas, uma mistureba pesada e criativa de estilos, era única.


A burrice da crítica musical tratou de rotular a banda de “metal alternativo”, algo que nem de longe consegue traduzir a química da banda. Química que permanece forte no novo álbum do quinteto no novo álbum, “Sun Invictus”.

É o sétimo disco de estúdio do Faith No More e simplesmente o primeiro desde “Album of the Year”, de 1997. Nesses 18 anos, seus integrantes montaram vários projeto separados (o vocalista Mike Patton veio ao Brasil com alguns deles) e, desde 2009, reassumiram o grupo para turnês.

Em 2011, o grupo participou do segundo Festival SWU, em Paulínia (SP), com uma das apresentações matadoras do evento. Misturaram sucessos, como “Epic” e a versão deles para “Easy”, dos Commodores, e coisas novas.

“Sun Invictus” tem dez faixas inéditas. O primeiro single, “Motherfucker”, que eles já tocavam em turnês no ano passado, é inclassificável. Metal, sim, mas com funk, jazz e barulhos estranhos, Parece ter sido escolhida como single para mostra logo de cara que a banda continua inventando.

Ouça o single “Motherfucker”:
A faixa-título abre o álbum com um vocal tenebroso de Patton, que ele repete em algumas outras faixas. É o FNM mais ligado ao metal, mas o baixo sacudido de Billy Gould quebra bastante os riffs martelados de guitarra.

Músicas como “Superhero” e “Separation Anxiety” soam como clássicos da banda. São canções com vários andamentos diferentes, que vão crescendo durante a audição para fechar em tom épico.

Talvez a mais interessante do álbum seja “Cone of Shame”, que tem uma levada de bateria que parece a carga de uma brigada militar diante do inimigo.

Com o disco, pode ser que a banda tenha mais regularidade, a ponto de trazer mais uma excursão ao Brasil, para o Rock in Rio e um show em São Paulo, em setembro. Para mostrar que o Faith No More continua impactante e relevante, depois de quase 30 anos de sua estreia.

Por Folhapress

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