Sem categoria

Fábricas do setor químico mantêm empregos no PIM

Apesar da queda no faturamento de 31,8%, em 2015, empresas manteram evolução na geração de postos de trabalho – foto: divulgação

Apesar da queda no faturamento de 31,8%, em 2015, empresas manteram evolução na geração de postos de trabalho – foto: divulgação

Na contramão dos maiores setores da indústria, o subsetor químico do Polo Industrial de Manaus (PIM) tem o que festejar. Apesar da queda no faturamento de 31,8%, no ano passado em relação a 2014, o segmento manteve a evolução na geração de postos de trabalho, de 2011 a 2015, conforme dados dos Indicadores de Desempenho do PIM, elaborado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Segundo a titular da autarquia, economista Rebecca Garcia, os números do setor químico são motivos de comemoração, uma vez que ele conseguiu manter a ampliação da oferta de trabalho. Enquanto em 2014, o subsetor fechou com 2.474 vagas, no ano passado ele fechou com 2.687, um crescimento médio de 8,6%.

A evolução em número de vagas de trabalho segue desde 2011, quando saiu de 2.146 vagas apara 2.223 e depois 2.250 no ano seguinte.

O segmento vai na contramão dos dois maiores setores da indústria amazonense, o de eletroeletrônico e duas rodas, que acumulam quedas 21% e 9,1%, respectivamente, entre os anos de 2015 e 2014. O primeiro caiu de 48.947, há dois anos, para 38.651, no ano passado. Já o setor de duas rodas que vem acumulando por anos também quedas na receita, caiu de 17.730 em 2014 para 16.102, em 2015.

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, avaliou que o crescimento das vagas de trabalho no subsetor químico pode ter sido gerado pela chegada de novas indústrias do segmento ou novos investimentos nas que já estavam instaladas no PIM.

Para ele, o dado positivo da indústria química mostra que se faz necessário buscar e incentivar novas atividades econômicas fora dos números da capital amazonense, uma vez que o cenário negativo em 2015 já se mostra que deve acentuar neste ano. “Não há nenhuma previsão de recuperação. E o resultado deste ano deve ser infelizmente um número menor do que o de 2015”, comentou.

Périco avaliou que são muitos os fatores que precisam de atenção para que a indústria retome o crescimento não apenas no Amazonas, mas em todo o país. No Estado, há a questão de melhorar as estratégias para atrair novos investimentos para a Zona Franca de Manaus (ZFM). Outro passo é a atenção ao desenvolvimento econômico para o interior do Estado, que segundo ele, o governo dá sinais de que começou a avançar.

Na outra ponta, que envolve tanto o governo quanto a bancada amazonense em Brasília, há uma articulação junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) pela liberação dos Processos Produtivos Básicos (PPBs), como forma de atrair novos investimentos e garantir a competitividade. “Infelizmente, hoje, existe um ambiente de insegurança no cenário político que interfere diretamente na nossa economia”, disse.

Por Emerson Quaresma

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir