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Fábricas do PIM reduzem atividades pela metade

Conforme estimativas da Fieam, a situação de queda na atividade do PIM tem sido motivada pelo atual cenário econômico - foto: Raimundo Valentim

Conforme estimativas da Fieam, a situação de queda na atividade do PIM tem sido motivada pelo atual cenário econômico – foto: Raimundo Valentim

Devido à queda na produção causada pela crise econômica que assombra o país, o Polo Industrial de Manaus (PIM) estaria operando, apenas, com 50% de sua capacidade, segundo informações da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam). A expectativa do órgão para o segundo semestre, é que esse ritmo registrado no primeiro semestre seja mantido.

De acordo com o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, a situação tem sido motivada pelo atual cenário econômico que provocou uma crise generalizada em todos os setores do país. Nelson ressaltou que a queda na produção também foi impulsionada pelas férias coletivas de mais de três mil colaboradores, pela desconfiança dos investidores e pelos cortes de empregos feitos este ano.

Azevedo salientou que a perspectiva da indústria é que a situação melhore a partir do próximo mês, mas que todas as empresas estão cientes de que dificilmente essa melhora não venha e que o cenário continue o mesmo até o final do ano.

“Essa crise generalizada refletiu forte no consumo e no faturamento de vários setores. Devido a isso e outros problemas que ocorrem nos últimos meses, à produção do PIM automaticamente teve de ser reduzida. Nossa expectativa é que alguma coisa mude no próximo mês, mas indicativos mostram que dificilmente a indústria apresente resultados positivos até o final deste ano e que o segundo semestre registre o mesmo ritmo do primeiro, e que a capacidade de produção se mantenha nos 50%”, salientou.

Faturamento

Nelson comentou que nos primeiros cinco meses deste ano, o Parque Fabril de Manaus já amarga uma queda de ao menos 17,3% no faturamento, no comparativo com o mesmo período do ano passado. No acumulado dos últimos dozes meses, essa queda já registra 13%.

“A desconfiança do consumidor e do empresarial vem gerando essa queda no faturamento do PIM. Já notamos um acumulado negativo muito forte no setor. Não podemos prever se essa situação deverá permanecer até o final do ano, mas também não esperamos grandes resultados, levando em consideração os últimos acontecimentos na economia do país”, disse.

Sobre a perda de empregos no polo industrial, o dirigente da Fieam destacou que somente este ano, já foram registrados mais de 14 mil desligamentos nas indústrias do PIM. Conforme Nelson, esse balanço corresponde também aos cinco primeiros meses, o que mostra que o número de perdas de empregos no parque esteja ainda maior.

Por Gerson Freitas

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