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Fábricas apostam na venda direta ao consumidor para melhorar resultados na crise

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Empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) investem na loja da própria fábrica para ampliar o faturamento. foto: Luis Henrique Oliveira

Fábricas que antes vendiam diretamente para representantes de lojas multimarcas ou supermercados apostam no sistema de lojas próprias e oferecem produtos direto ao consumidor com o preço quase pela metade.

A redução é possível porque as fábricas diminuem despesas com manutenção e impostos de centros comerciais. A mudança no negócio também é para melhorar os resultados financeiros em época de fraca atividade econômica no país.

Conforme a supervisora de vendas da loja da fábrica Technos, Áurea Cardoso, a operação traz lucros consideráveis para a empresa e ajuda no momento de crise econômica. “É vantajoso, com certeza, se não fosse, já teríamos fechado as portas. Nossa loja inclusive foi ampliada para comportar melhor a quantidade de clientes. A demanda era grande, então costumo dizer que não temos crise. Apesar da recessão, não encontramos crise financeira na empresa. Ir diretamente ao varejo ajuda a ter mais controle dos preços”, explica a supervisora.

Diferentemente de lojas de centros comerciais que alteram o preço, a gerente explica que a loja oferece o mesmo produto de um shopping, com preços de, aproximadamente, R$ 100 mais barato.

“Temos produtos de R$ 35 a R$ 2 mil. Diferentemente de uma loja de shopping por exemplo. Pois nessas lojas eles trabalham apenas com lançamentos. O preço de um lançamento aqui é entre R$ 80 e R$ 100, no shopping, o mesmo modelo pode ficar entre R$ 160 e R$ 180. Por isso que a loja está sempre cheia de clientes”, esclarece.

 

Concorrência

De acordo com o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, não existe um incentivo específico para essas empresas que preferem ter loja própria.

Entretanto, a comercialização de produtos fabricados pela própria empresa evita a concorrência. “Existe um propósito da própria empresa. Ela prefere ter loja própria pelo motivo da concorrência, pois na loja vende apenas o produto que fabrica. Temos diversas multinacionais que já trabalham com franquias próprias, assim como fábricas de material esportivo”, explica Périco.

Na contramão de empresários que investem em lojas próprias, o presidente da Associação dos Fabricantes de Componentes da Amazônia (Aficam), Cristóvão Marques, informa que atualmente não existe a possibilidade de fábricas abrirem negócios. “Não tem como, pois a crise se instalou de uma forma devastadora. Não tem quem compre. Portanto, não tem como abrir uma loja atualmente e a dificuldade para o ano que vem será ainda maior”, revela.

 

Por Luis Henrique Oliveira

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