Cultura

Fã de leitura aproveitam último dia da Livraria Valer, no Centro

O público fã de leitura aproveitou o domingo para se despedir da Livraria Valer- fotos: Diego Janatã

O público fã de leitura aproveitou o domingo para se despedir da Livraria Valer- fotos: Diego Janatã

O público fã de leitura aproveitou o domingo (8) para se despedir da Livraria Valer, no Centro de Manaus, que fecha as portas após 25 anos de história com uma grande promoção.

Em plena Ramos Ferreira, a livraria era ponto de referência para a literatura amazonenses e em seu último dia de funcionamento esteve lotada de clientes a procura de bons livros pela metade do preço.

Segundo o empresário Isaac Maciel, proprietário da Valer, o principal motivo para o fechamento da unidade foi o impacto negativo nas vendas que as novas mídias trouxeram, deixando a livraria inviável economicamente.

“Boa parte dos leitores que compravam livros em livrarias migrou para os meios tecnológicos e os vendedores de internet são de outros estados e outras redes, que têm um potencial de organização muito mais forte que a gente, o que tornou difícil a competição”, explicou.

De acordo com ele, desde 2012 a queda nas vendas de livros  diminuiu bruscamente.

A professora Tereza Cristina Rodrigues de Sena, 50, classifica o fechamento da livraria como lamentável. Segundo ela, isso é reflexo da crise que o Brasil enfrenta, além da desvalorização da educação, por parte dos governantes.

“Se pudéssemos fazer alguma coisa, pedir ajudar, ou até clamar para que isso não acontecesse, nós faríamos, mas está inviável. Meus alunos no Instituto de Educação do Amazonas (IEA) me perguntavam o porquê desse fechamento. A resposta é simples: os governantes querem cidadãos alienados e por isso não investem na educação”, afirmou a professora.

Apesar do fechamento da unidade Ramos Ferreira, o presidente do grupo Valer afirma que a empresa continuará como editora e o foco agora será mais intensificado na literatura amazonense.

“Vamos continuar publicando para o público do Amazonas e de todo o Brasil, divulgando a literatura amazonense. Investiremos também em e-books adaptando as obras ao novo tempo”, afirmou.

 

 

Por Asafe Augusto

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