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Exportações do PIM não são motivo de ‘festa’, dizem empresários

Presidente do Cieam, Wilson Périco, diz que para a exportação fazer a diferença na arrecadação do setor, se faz necessário vontade das empresas e intervenções do governo federal - foto- foto: arquivo EM TEMPO

Presidente do Cieam, Wilson Périco, diz que para a exportação fazer a diferença na arrecadação do setor, se faz necessário vontade das empresas e intervenções do governo federal – foto- foto: arquivo EM TEMPO

Apesar de apresentar números positivos nas exportações para o primeiro trimestre de 2016, em relação ao mesmo período do ano anterior, empresários e representantes da indústria amazonense enfatizam que os dados são motivo de comemoração, dado a atual situação pela qual passa o Polo Industrial de Manaus (PIM). Calculadas em real, a exportações registraram crescimento de quase 20%, com volume de R$ 478,7 milhões diante dos R$ 399 milhões do mesmo período do ano anterior.

Medido em dólar, o comércio exterior das empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM), nos primeiros três meses deste ano atingiu volume de US$ 126,4 milhões, o que representou recuou de 8,88% no comparativo com 2015. Apesar do dado negativo, a titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Rebecca Garcia, avalia como um resultado favorável, uma vez que foi a menor queda dos últimos três anos. Segundo ela, em 2014 o recuo foi de 13,18% e no ano passado as exportações caíram 20,25%.

De acordo com o presidente do Centro da Indústria do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, apesar de as exportações terem aumentado, os números são incipientes em relação ao faturamento bruto da indústria amazonense, pois as exportações se concentraram em alguns segmentos específicos, como os setores da indústria química e concentrados, como xaropes para refrigerantes.

Périco disse que, no atual cenário de exportações da ZFM, se faz necessário a implementação de políticas nacionais de incentivo ao setor e melhoria da infraestrutura logística. “A Zona Franca de Manaus não foi construída para atender o mercado externo. Para que as exportações cresçam em volume para o mercado externo, é preciso que se melhore a infraestrutura do Estado, bem como os incentivos do governo federal para o setor”, salientou.

Competitividade

Para o presidente do Cieam, as exportações só serão vantagem para os resultados de produção e faturamento do PIM, se as empresas investirem nesse caminho. Contudo, ele observou que o governo brasileiro precisa garantir competitividade.

“O polo visa atender o mercado interno e local, mas é logico que, se usarmos a capacidade do PIM, as empresas usarem a sua força para as exportações, teremos grandes vantagens. Isso deverá ser capitaneado pelo governo federal, corrigindo a infraestrutura e a competividade para que os nossos produtos também cheguem ao mercado internacional”, salientou Périco.

Segundo o presidente Associação dos Fabricantes de Insumos e Componentes do Amazonas (Aficam) Cristóvão Marques, a indústria de componentes praticamente quebrou nos últimos anos, em Manaus, e os números das exportações são praticamente nulos para o segmento.

“Essas exportações não representam nada para o setor de componentes. Pois são exportações de materiais com baixa representação para o mercado externo. O nosso polo de componentes quebrou. O pessoal começou a exportar chicote, caixa de papelão, de micro-ondas, temos um polo grande de gráfica, e essas empresas estão fechando as portas”, afirmou Marques.

Por Stênio Urbano

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