Mundo

Exército de Israel mata palestino que atropelou soldados na Cisjordânia

A última onda de violência na região teve início em julho devido às tensões religiosas e políticas envolvendo a mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém - foto: divulgação

A última onda de violência na região teve início em julho devido às tensões religiosas e políticas envolvendo a mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém – foto: divulgação

Soldados do Exército de Israel mataram nesta terça-feira (3) um palestino que, de acordo com o comando das tropas, atropelou e feriu três soldados israelenses perto do assentamento judaico de Dolev, na Cisjordânia.

Os três soldados estavam em um posto de controle em uma estrada que dá acesso ao assentamento, que fica perto de Ramallah, capital da Cisjordânia. Todos foram levados a um hospital em Tel Aviv, um deles em estado grave.

O suposto agressor foi identificado pelo Ministério da Saúde palestino como Ahmed Reyad Shehada, 36, de Bitunia, na mesma região. Esta é a primeira morte em um confronto na região em seis dias.

Em 27 de abril, policiais de Israel mataram uma mulher palestina e um adolescente no posto de controle de Qalandia, na Cisjordânia. Os israelenses disseram que os dois estavam armados com facas e se preparavam para atacar.

Jerusalém, Israel e os territórios palestinos vivem há dez meses uma onda de violência que deixou 204 palestinos, 28 israelenses, dois americanos, um eritreu e um sudanês mortos desde outubro.

A última onda de violência na região teve início em julho devido às tensões religiosas e políticas envolvendo a mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém, que é local sagrado tanto para muçulmanos quanto para judeus.

O acesso à Esplanada das Mesquitas, onde fica o templo, é permitido aos fiéis de ambas as religiões, mas só a oração islâmica é permitida no local. Nos últimos meses, porém, judeus radicais vêm burlando a regra.

Isso provocou a revolta dos palestinos e, com ela, cresceu o número de ataques contra israelenses, na maioria feitos por pessoas sem associação direta com grupos radicais palestinos e fomentados pelas redes sociais.

 

Por Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir