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Ex-presidiário que enterrou traficante ainda vivo é executado com seis tiros, no São José 3

Júlio era acusado de cometer quatro homicídios, entre eles o assassinato com tortura de Fabrício Décio Damasceno de Lima, 19, ocorrido em outubro de 2015 - foto: divulgação

Júlio era acusado de cometer quatro homicídios, entre eles o assassinato com tortura de Fabrício Décio Damasceno de Lima, 19, ocorrido em outubro de 2015 – foto: divulgação

O ex-presidiário Júlio Felipe da Silva, o ‘Júlio’, 29, foi executado com seis tiros pelo corpo atingindo a cabeça, peito e costas, na madrugada deste domingo (10), na alameda Cosme Ferreira, próximo ao campo do Bahia, bairro São José 3, Zona Leste. Ele, que era homicida confesso da facção criminosa Família do Norte (FDN), tinha sido preso no dia 8 de junho deste ano, pela equipe da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), acusado de serrar os dedos e enterrar a vítima ainda viva.

Testemunhas informaram aos investigadores da DEHS que o homicida estava em via pública, quando foi abordado pelos criminosos. “As testemunhas dizem que dois homens se aproximaram dele, no entanto, não sabiam dizer de que eles estavam. No local foram disparados sete tiros e seis acertaram ‘Júlio’, que morreu no local”, relatou um investigador da DEHS.

Ainda conforme os investigadores da especializada, a motivação do crime pode estar relacionada ao envolvimento da vítima com o tráfico e homicídios. “Ele já respondia, ao menos, a quatro crimes de homicídios. Um deles ele serrou os dedos dos pés e das mãos e enterrou a vítima viva. O crime tinha ligação com o tráfico de drogas”, explicou.

Júlio era acusado de cometer quatro homicídios, entre eles o assassinato com tortura de Fabrício Décio Damasceno de Lima, 19, ocorrido em outubro de 2015. O sequestro e assassinato de Fabrício ocorreu devido ao desaparecimento de uma quantia estimada em R$ 50 mil, proveniente do tráfico de drogas. Na ocasião, a vítima teve os dedos das mãos e os pés serrados ainda viva.

O ex-presidiário apontou à polícia o local onde Fabrício estava enterrado, uma área de mata na invasão Alfazema, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste. Fabrício foi sequestrado por seis pessoas, dentre elas “Júlio”, no dia 21 de outubro, da residência dele, localizada na rua Opala, bairro Tancredo Neves. O sequestro foi para descobrir o que teria ocorrido com o dinheiro do tráfico. “Júlio” foi indiciado pelos crimes de sequestro, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Colaborou Thaís Gama, do Agora

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