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Ex-presidiário é executado com oito tiros por homens encapuzados após ter a casa invadida

Conforme o perito criminal, a vítima foi assassinada com oito tiros de pistola calibre PT. 40 - foto: Josemar Antunes

Conforme o perito criminal, a vítima foi assassinada com oito tiros de pistola calibre PT. 40 – foto: Josemar Antunes

O ex-presidiário Fabrício Oliveira Cavalcante, conhecido como ‘Tico’, 30, foi executado após ter a casa invadida por três homens encapuzados. O crime aconteceu na madrugada de segunda-feira (14), por volta de 1h, na rua 1º de Maio, Santo Agostinho, Zona Oeste.

Um vizinho da família informou que a vítima foi surpreendida pelos três homens que chegaram ocupando um veículo cor preta, características desconhecidas, e com as placas cobertas com saco plástico. De acordo com a testemunha, após o chamarem sucessivamente pelo o apelido de Fabrício, o grupo invadiu a residência quebrando a porta de alumínio e em seguida matou Tico à queima-roupa.

“Os assassinos chegaram chamando por ele e como ele não quis abrir a porta os homens invadiram a casa e o mataram com vários tiros. Depois eles fugiram no carro que era ocupado por um quarto homem”, disse o vizinho que preferiu não se identificar.

Conforme o perito criminal, a vítima foi assassinada com oito tiros de pistola calibre PT. 40, que atingiram, em sua maioria, a região da cabeça. Cápsulas foram recolhidas próximo ao corpo.

O irmão da vítima, que não teve o nome revelado, contou aos investigadores da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) que Fabrício era envolvido em assaltos e a motivação pode estar relacionada ao crime.

Um morador que preferiu não ter o nome divulgado informou que ‘Tico’ saiu recentemente da cadeia e que fazia parte de uma quadrilha especializada em grandes assaltos na cidade.

“Ele deve ter delatado o grupo e eles vieram aqui para executar o arquivo vivo ou também pode ter enganado o restante do bando”, disse.

A família da vítima, que também era técnico de refrigeração, não quis comentar sobre o crime. Em consulta ao site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), consta contra Fabrício, na Vara Criminal, o cumprimento de mandado de prisão preventiva, conforme o delito praticado no dia 04 de março deste ano.

O caso foi registrado no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), mas as investigações serão atribuídas aos investigadores da DEHS. A polícia trabalha com a hipótese de acerto de contas e a autoria segue desconhecida. O corpo do homem foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).

Por  Josemar Antunes

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