Dia a dia

Ex-presidiário é encontrado com pescoço e rosto cortados com terçado

Tharly foi levado ao pronto-socorro Platão Araújo, Zona Leste, onde passou por procedimentos cirúrgicos e não corre risco de morte - foto: Josemar Antunes

Tharly foi levado ao pronto-socorro Platão Araújo, Zona Leste, onde passou por procedimentos cirúrgicos e não corre risco de morte – foto: Josemar Antunes

Após ser atacado e algemado com braçadeiras por dois homens até o momento não identificados, o ex-presidiário Tharly dos Santos Souza, 25, teve o pescoço e o rosto cortados com terçado.

O crime ocorreu no ramal do Ipiranga, bairro João Paulo, Zona leste, por volta das 15h desta segunda-feira (20). Familiares de Tharly perceberam a agressão e acionaram a polícia. A vítima foi socorrida por populares e encaminhada a uma unidade de saúde.

De acordo com uma cunhada da vítima, Lucicleia Albuquerque, 36, os suspeitos fugiram pelo muro em direção  a saída do ramal. “Alguns vizinhos disseram que dois suspeitos estavam agredindo um homem e quando perguntei quem era uma mulher disse que era Tharly meu cunhado. Pedi ajuda da população e chamamos a polícia. Com isso conseguimos assustar os suspeitos que pularam o muro em direção ao ramal. Encontramos ele com as mãos, pés e o pescoço amarrados com algemas de plástico brancas e uma terçadada no rosto e outra bem grande no pescoço. Pelo que vimos, a intenção deles era de decapitá-lo. Se não chegássemos antes, ele seria morto e ninguém saberia quem cometeu o crime”, explicou.

Albuquerque disse ainda que os homens não eram da área. “Apesar de não ter conseguido identificar quem eram os suspeitos, vários moradores que os viram antes da fuga não têm conhecimento da identidade deles. Eles estavam de cabeça baixa e quando gritamos, eles correram e pularam o muro. Não dava para saber se eles tinham apoio de algum veículo dando suporte a eles”, informou a cunhada.

Tharly foi levado ao pronto-socorro Platão Araújo, Zona Leste, onde foi submetido a um procedimento cirúrgico e, segundo familiares, não corre risco de morte. “Somente depois que ele tiver alta-médica saberemos com ele a motivação do crime”, informou a cunhada de Tharly, ao relatar que ele é usuário de drogas. Ela não soube informar se ele estava sendo ameaçado nos últimos dias.

À Justiça, Tharly respondia a dois processos pelo crime de roubo, cometidos nos anos de 2009 e 2012, conforme consta no site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Até o fechamento desta edição, os suspeitos do crime não haviam sido identificados. A tentativa de homicídio não foi registrada em nenhum distrito policial.

Por Thaís Gama

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