Política

Ex-presidente da Queiroz Galvão é preso em nova fase da Lava Jato

O executivo já havia sido detido na sétima fase da Lava Jato, em novembro de 2014, mas foi solto após decisão da Justiça – foto: reprodução

O executivo já havia sido detido na sétima fase da Lava Jato, em novembro de 2014, mas foi solto após decisão da Justiça – foto: reprodução

A empreiteira Queiroz Galvão é o novo alvo da Polícia Federal, na 33ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira (2). Estão sendo cumpridos mandados com a finalidade de obter provas adicionais de supostos crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro, relacionados a contratos firmados pela Queiroz Galvão com a Petrobras.

No total foram expedidos 23 mandados de busca, dois de prisão preventiva, um de prisão temporária e seis de condução coercitiva. Os alvos são dirigentes e funcionários da Queiroz Galvão e do consórcio Quip S/A, do qual a empreiteira mencionada era acionista líder.
Foram presos preventivamente o ex-diretor Othon Zanoide Moraes Filho e o ex-presidente Ildefonso Colares Filho. Os executivos já haviam sido detidos na sétima fase da Lava Jato, em novembro de 2014, mas foram soltos após decisão da Justiça.

Essa é a primeira fase da Lava Jato após recesso de quase um mês. A penúltima fase da operação (32ª) foi deflagrada no dia 7 de julho para investigar bancos e instituições financeiras operados de forma clandestina no Brasil para lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, existem indícios de que a Queiroz Galvão formou, com outras empresas, um cartel de empreiteiras que participou ativamente de ajustes para fraudar licitações da Petrobras. Além dos ajustes e fraude a licitações, as evidências colhidas nas investigações revelam que houve corrupção, com o pagamento de propina a funcionários da estatal. De acordo com a investigação, as propinas se aproximam da cifra de R$ 10 milhões.

Para além disso, a investigação também quer apurar indícios existentes de que milhões de dólares em propinas foram transferidos em operações feitas por meio de contas secretas no exterior. As evidências apontam que os pagamentos foram feitos tanto pela Queiroz Galvão quanto pelo consórcio Quip.

Por fim, as medidas deflagradas buscam colher provas adicionais do delito de obstrução à investigação de organização criminosa pela CPI da Petrobras, em 2009. Segundo a investigação, há indícios de que 10 milhões de reais em propina foram pagos pela Queiroz Galvão com o objetivo de evitar as apurações da CPI.

A procuradora da República Jerusa Viecili afirma que chama a atenção “a ousadia da empresa investigada, traduzida pela atuação profissional e sofisticada no pagamento de propinas em contratos públicos durante longo período de tempo, mediante a utilização de expedientes complexos de lavagem de dinheiro, inclusive no exterior”.

A Queiroz Galvão ainda não se pronunciou sobre a nova fase da operação.

Por Folhapress

 

 

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