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Ex-ocupantes da Cidade das Luzes vivem novo drama ao ter de deixar galpão onde estão abrigados

Abrigados há uma semana em uma área cedida, invasores da Cidade das Luzes tem de deixar área – foto: Márcio Melo

Abrigados há uma semana em uma área cedida, invasores da Cidade das Luzes tem de deixar área – foto: Márcio Melo

Alojados em um galpão próximo à antiga Cidade das Luzes, alguns invasores da ex-comunidade, que sofreram na última sexta-feira, dia 11, uma reintegração de posse, revivem nesta sexta-feira (18) a sensação de serem novamente expulsos. O dono do galpão onde mais de 900 ex-moradores estão alojados deu o prazo de até essa sexta-feira para as famílias saírem do local, pois o abrigo será utilizado para armazenar máquinas de transmissão radioativas.

Desesperadas, mais de 35 famílias que estão no local alegam que não têm para onde ir e ameaçam invadir novamente o antigo terreno, pois caso contrário dormirão na rua. Conforme o dono do galpão, Raimundo Gomes Oliveira, 44, que também é dono do terreno onde estava instalada a comunidade, as famílias devem encontrar outro espaço para darem continuidade à rotina de vida. Segundo ele, desde a semana passada, quando abrigou os moradores, ele avisou que a medida seria paliativa, pois o local seria usado por maquinários de sua empresa.

“Infelizmente, as famílias que estão alojadas aqui não poderão mais continuar neste espaço. Eu já falei para eles (moradores) e entendo que a situação é delicada. Acontece que estão chegando umas máquinas aqui no galpão, que serão usadas para o meu trabalho. E essas máquinas trabalham com material de transmissão radioativa. Aqui tem muita criança e mulheres grávidas, o que prejudica a saúde delas”, explicou.

Apesar de alguns moradores reclamarem das condições do local cedido, a maioria se diz agradecida pela boa ação do empresário. “O Raimundo foi um abençoado em emprestar o seu terreno, mas o nosso prazo está acabando, não temos muito tempo. Vamos reviver o mesmo sofrimento da semana passada. Tem uma semana que eu e meus filhos não dormimos direito, não comemos direito. As máquinas dele vão chegar e isso vai piorar a saúde dos meus filhos, que já têm problemas. Não aguentamos mais essa vida. É muito sofrida”, revelou a moradora Nilza da Silva, 36, mãe de três filhos.

O proprietário do galpão informou ainda que muita gente ficou impossibilitada de se alojar no abrigo, por conta do pequeno espaço. “Aqui estão todos amontoados, se fosse maior ou se eu tivesse outro local, abrigava todo mundo, mas, infelizmente, eu não tenho. Tem gente no meio da rua. É preciso fazer um cadastro para arrumar um espaço para essas famílias”, concluiu.

De acordo com a moradora Neth dos Santos, 38, o grupo está sobrevivendo de doações e pretendendo voltar para o local da invasão. “Não existe cadastramento técnico nenhum. Vamos ficar rolando de lugar em lugar até quando?”, questionou.

Indiferente à gravidade do problema e cantando músicas do filme da princesa Elsa, ‘Frozen’, a pequena Rebecca Oliveira, de 5 anos, informou que sua maior preocupação é não ter um local onde ela possa brincar em segurança.

“Queremos nossas casas porque nesse local (galpão) eu não tenho onde brincar. O trator passou por cima de todas as nossas coisas e destruiu a nossa casa. Eu tenho medo de tudo isso porque eu não sei onde vamos morar. Eu perguntei da minha mãe, mas nem ela sabe me dizer para onde vamos agora. Queremos a nossa casa de volta”, disse inicente.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que após a desocupação da comunidade na última sexta-feira (11), a Polícia Militar do Amazonas montou uma operação de vigilância na área.

Por Luis Henrique Oliveira

2 Comments

2 Comments

  1. Teresa

    19 de dezembro de 2015 at 09:55

    E policia pode fazer vigilância em área particular??

  2. Mary dos santos

    18 de dezembro de 2015 at 14:10

    Eu acho. Desomano a pessoa. Ter muita terra. E ser egosta. Porque eu. Tenho essa opinião, você. Morre não. Leva nada não leva terra , não leva dinheiro, não. Leva carro, nada, eu moro alugado numca teve. A o portonidade. De fazer cadastro. Pr minha casa minha vida .tem e so faz guem è peixe. Dos grande, nós. Como. Sou pobre não. Tenho vez, eu uma vez trabalhe politica pr deputado. Lupecio. Ramos. Numca me pago è mal dos politico. São. Poucos. São. Onesto.

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