Política

Ex-membro do PT diz que “vai ter guerra”, em disputa para a presidência da sigla em Manaus

Vital Melo disse que o PT, apesar de ter vários dirigentes, é comandando por Waldemir Santana - foto: divulgação

Vital Melo disse que o PT, apesar de ter vários dirigentes, é comandando por Waldemir Santana – foto: divulgação

Indignado com a postura de alguns dirigentes do Partido dos Trabalhadores em Manaus, que elegeram “na calada da noite”, na última terça-feira (12), o novo presidente municipal do partido, o petista Vital Melo anunciou que vai brigar para reaver o cargo, pois a escolha do novo representante não foi feita de forma correta, mas sim que essa eleição é mais como uma “brincadeira” que esse “grupo “realiza “às escuras”.

Vital, que foi expulso da legenda petista com a justificativa de infidelidade partidária por ter feito campanha no ano passado para José Melo (Pros) e não para o candidato aliado, Eduardo Braga (PMDB), disse que ainda está tentando reverter seu mandato, por isso, a nova eleição não poderia ocorrer. “Eu fui eleito com dois mil votos legítimos e eles colocaram uma outra pessoa que teve apenas 19 votos. Tudo feito às escuras. Eles tiraram os dirigentes legítimos e escolheram novas pessoas para escolherem quem eles querem”, criticou Melo.

O petista alegou ainda que apesar de a escolha ter sido no Diretório Municipal, os indicativos sempre são do presidente estadual do partido, Valdemir Santana. “Eles fazem o que ele manda e a reunião foi feita no maior templo de corrupção do Amazonas, o Sindicato dos Metalúrgicos”, disse. O sindicato é comandado por Santana, que também lidera a Central Única dos Trabalhadores (CUT) como presidente.

Segundo Melo, a briga está comprada, e ele dirá: “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”, ameaçando jogar tudo o que sabe no “ar”, denunciando tanto no Diretório Nacional como na Justiça. “Ele rasga a Constituição Federal, que prima pela democracia, pois a pessoa não pode ter opinião dentro do partido? Eu ajudei a fundar esse partido e nós respeitávamos a opinião dos filiados. Agora tem que ser o que o senor Valdemir Santana quer que seja; isso eu não aceito”, explicou.

Vital Melo disse que deu entrada no dia 6 de abril no processo no Diretório Estadual e tem a cópia assinada pela secretária, Sila Mesquita, mas que até ontem (14) à tarde ela não havia entregue no diretório. “Ela quis beneficiar o marido, que foi o escolhido como presidente, mas eu tenho a cópia do dia em que dei entrada e ainda tinha tempo de recorrer. Mas eles estão me negando o direito a ampla defesa e rasgando dessa forma a Constituição e Código brasileiro”, ressaltou.

 

Por Equipe Jornal EM TEMPO

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