Economia

Ex-funcionários cobram dívidas trabalhistas da Vulcaplast; empresa declarou falência em 2012

vulcaplast-trabalhadores-divulg

Os trabalhadores começaram a ser demitidos em 2011 e dívida gira em torno de R$ 35 milhões, segundo Sindiplast – foto: colaborador AET

Ex-funcionários da Vulcaplast Indústria da Amazônia Ltda. realizaram uma manifestação em frente ao local onde funcionava a empresa, na avenida Cosme Ferreira, Coroado, Zona Leste de Manaus, para cobrar agilidade da Justiça na solução da dívida da mesma com os trabalhadores. O valor, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Plásticos (Sindplast), gira em torno de R$ 35 milhões.

Segundo o presidente do Sindplast, Francisco Brito de Freitas, desde 2011, além do salário, benefícios como Previdência Social e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), deixaram de ser pagos aos trabalhadores pela Vulcaplast e, no ano seguinte, mais de 800 funcionários foram demitidos da empresa sem o direito ao recebimento dos benefícios trabalhistas. Em 2012, a empresa decretou falência.

“Nós estamos passando necessidade. Eu estou desempregado e tenho que pagar aluguel. Não sei mais o que fazer se a justiça não fizer nada pela gente”, disse o antigo funcionário da empresa, Sebastião Monteiro de Sousa.

De acordo com os ex-funcionários, o atual proprietário da empresa, Ricardo Rosseti Moraes, a vendeu para um grupo paulista.

“Percebemos que há cerca de seis meses estão desmanchando a empresa de todas as maneiras. Hoje, só vemos parede no local e encaramos isso como uma forma de não pagar o que ficou estipulado no processo coletivo”, disse Brito, fazendo referência à ação judicial que contempla quase 600 ex-trabalhadores. Ainda de acordo com o presidente, há ainda, aproximadamente, 700 processos individuais na Segunda Vara do Trabalhador contra a Vulcaplast.

vulcaplast-interno-divulg

Funcionários dizem que atuais donos estão desmanchando a empresa – foto: colaborador AET

A equipe do portal EM TEMPO tentou contato com Rosseti por meio do telefone (92) 9 9128-XXXX para comentar o caso, mas o telefone encontrava-se desligado. Por meio de outro contato telefônico, a reportagem conseguiu falar com o senhor identificado como Raimundo Nonato Pereira da Silva, que disse ser o antigo dono da Vulcaplast e que, por meio de uma liminar, foi afastado da empresa e do cargo.

“Se a empresa ainda fosse minha, já teria pagado os trabalhadores há tempos. Não teria porquê ficar protelando algo que é de direito deles. Mas, as atuais pessoas envolvidas no caso não veem necessidade em resolver e vão continuar adiando para não pagar e, enquanto isso, a empresa vai perdendo valor”, disse Pereira.

Por equipe EM TEMPO online

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir