Eleições 2016

Ex-candidatos a prefeito de Manaus têm que prestar contas até dia 1º

Dos setes que disputavam o cargo majoritário, apenas três pagaram todas as despesas - foto reprodução

Dos setes que disputavam o cargo majoritário, apenas três pagaram todas as despesas – foto reprodução

Os ex-candidatos a prefeito de Manaus, que participaram apenas do primeiro turno das eleições municipais, terão até o dia 1º de novembro para a entrega final das prestações de contas de suas campanhas eleitorais. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos setes que disputavam o cargo majoritário e que não conseguiram obter os números necessários de votos para seguirem na disputa, apenas três pagaram todas as despesas contratadas para produção de programas de rádio, televisão e vídeo, adesivagem, material impresso de publicidade, entre outros serviços.

Já os dois prefeituráveis que continuam na disputa, terão até o dia 19 de novembro para apresentarem as suas prestações de contas finais. Nesse meio tempo, conforme o TSE, Marcelo Ramos (PR) e Arthur Neto (PSDB), tiveram um aumento no total de recursos recebidos para serem utilizados nas suas campanhas, neste segundo turno. Ao todo, os dois somam aproximadamente, cerca de R$ 3,1 milhões, conforme dados computados até a semana passada.

O quinto mais votado no primeiro turno, o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), apresentou no tribunal R$177 mil do total das despesas contratadas, com gravação de programas de rádio, televisão e vídeo. Sendo que esse valor já foi pago. Ele fechou a sua participação nas eleições com o orçamento de R$ 258 mil, oriundos do diretório do PSB. O último colocado na disputa, Marcos Queiroz (Psol), contratou R$ 2,2 mil de despesas com publicidades de matérias impressos e gravações de programas. O total do valor contratado, já foi pago. Os recursos recebidos na sua disputa para o cargo de prefeito foram de R$ 15 mil.

Terceiro lugar no pleito, o deputado federal Silas Câmara (PRB) também já quitou suas despesas de campanha, conforme dados do site do TSE. Boa parte de seus gastos foram referentes à contratação de produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, além das adesivagens. O total do valor contratado já pago foi de R$ 1,1 milhão. Ele fechou a campanha com R$ 1,08 milhão de recursos recebidos pelo diretório nacional do PRB e de uma pessoa física, identificada como Eduardo Ferreira.

Embora faltando duas semanas para que apresente sua prestação de contas final de campanha, o vice-governador licenciado e penúltimo mais votado no pleito, Henrique Oliveira (SD), totalizou uma despesa de R$ 818 mil para criação de programas de rádio e televisão, adesivagens e materiais de publicidades impressos e pagou, até o momento, R$ 217 mil das despesas. As doações recebidas no primeiro turno somaram R$ 745 mil, boa parte doados pelo empresário e seu candidato a vice na chapa, Alessandro Bronze.

Sétimo colocado no pleito, o deputado estadual Luiz Castro (Rede) somou gastos de R$ 31 mil, mas somente R$ 24 mil já foram pagos. O ex-candidato fechou a sua participação com R$ 70 mil de recursos recebidos, doados por ele mesmo e outras pessoas físicas. Outro deputado estadual, que ficou em quarto lugar nas eleições, José Ricardo (PT), pagou até o momento R$ 210 mil do total de R$ 228 mil de despesas contratadas, a maioria em produção de programas e publicidade de materiais impressos. O recurso total que ele recebeu na sua campanha foram de R$ 278 mil, sendo boa parte foi ele mesmo quem doou.

O deputado federal Hissa Abrahão (PDT), que ficou em sexto lugar no pleito, é o único que não apresentou as despesas pagas, dos gastos contratados no valor de R$ 129 mil, para criação de programas eleitorais e adesivagens. Os recursos que foram recebidos para sua campanha no primeiro turno foram de R$ 187 mil, doados boa parte pelo diretório nacional do partido.

Segundo turno

O candidato Marcelo Ramos, que até a metade da campanha apresentava R$ 690 mil em doações, já possui cerca de R$ 1,4 milhão em receita, sendo que R$ 425 mil foram transferidos por meio de conta bancária pelo diretório estadual do partido. Só de despesas contratadas, com produção de programas, e materiais de publicidades impressos, já somam R$ 4,5 milhões. Até o momento foram pagas R$ 265 mil.

Já o candidato à reeleição, prefeito Arthur Neto (PSDB), no primeiro turno somava pouco mais de R$ 200 mil. Hoje, ele já arrecadou R$ 1,7 milhão, sendo R$ 425 mil doados pelo diretório estadual. O total de suas despesas contratadas para produção de programas e adesivagens equivalem o valor de R$ 1,4 milhão, sendo que foram pagas apenas R$ 828 mil.

Diogo Dias
Jornal EM TEMPO

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