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EUA confirmam infecção por zika de cinco pessoas em Miami Beach

EUA registram casos de Zika em Miami Beach - foto: divulgação

EUA registram cinco casos de zika em Miami Beach  – foto: divulgação

A badalada Miami Beach, cidade turística de 91 mil habitantes da Flórida (EUA), também tem zika. Autoridades locais de saúde anunciaram nesta sexta-feira (19) que cinco pessoas foram infectadas pelo vírus na área central e turística da cidade.

Outro “cluster”, casos que acontecem em uma mesma área, já havia sido detectado na cidade de Miami. As duas áreas estão separadas pela baía de Biscayne, o que representa uma distância de aproximadamente 5 km.

Entre os infectados em Miami Beach, duas pessoas são residentes locais, outras duas são turistas americanos, e uma é de Taiwan -todas foram infectadas na cidade.

O obstetra Thomaz Gollop, professor da USP, diz ter sido procurado por duas pacientes grávidas que têm viagens agendadas para Orlando e Miami, ambas na Flórida, e estão temerosas com os casos de zika naquela região dos Estados Unidos.

“Não existe mais barreira geográfica [para o vírus]. Então não faz sentido ter alguma preocupação adicional além daquela que já temos por aqui, no Brasil. As medidas preventivas devem continuar as mesmas”, disse.
Renato Kalil, obstetra do Hospital Albert Einstein, concorda. “Minha orientação tem sido encher a mala de repelente e reaplicar a cada quatro horas. Não tem cabimento a brasileira deixar de viajar ou ficar mais preocupada. A gente já vive no inferno aqui”, afirmou Kalil.

Segundo ele, a orientação mais difícil de ser seguida pelos casais é o uso de preservativo durante a gravidez para evitar a transmissão sexual do vírus. “É complicado, os casais reclamam, mas é o que tem que ser feito.”
Para Gollop, a recomendação inicial de não engravidar em razão do vírus da zika não faz mais sentido porque a situação epidêmica deve se estender por muito tempo no Brasil. “Enquanto convivermos com a falta de saneamento, estaremos sujeitos não só a essas doenças [zika, dengue e chikungunya] como a muitas outras.”

Menos sexo

Os novos casos geraram uma resposta do governo americano, que passou a recomendar que americanas grávidas, especialmente, não viagem para o sul da Flórida. Para outros visitantes, entre outras recomendações, está o pedido de cuidado para evitar a disseminação do vírus, especialmente pela via sexual -seja usando camisinha ou evitando o contato sexual. O principal culpado, no entanto, ainda é o mosquito do gênero aedes, segundo especialistas.

O governador da Flórida, o republicano Rick Scott, disse à imprensa nesta sexta que a nova área afetada está limitada a aproximadamente 3,9 km² e que as autoridades sanitárias locais estão trabalhando para mitigar os danos causados pelo vírus da zika.

No total, o Estado de 20,6 milhões de habitantes acumula 36 casos de transmissão local, ou autóctone, do vírus. No território continental dos EUA, já foram detectados um total de 2.260 -boa parte ligada a viagens de seus residentes.

Lyle Petersen, do Centro de Controle de Doenças do país e responsável pelas respostas à zika, disse que a entidade vai “continuar trabalhando para investigar as infecções identificadas em Miami e intensificar o controle do mosquito para reduzir risco de infecções adicionais”.

“As autoridades da Flórida são experientes neste tipo de trabalho, e, juntos, estamos trabalhando para proteger as mulheres grávidas dos efeitos potencialmente devastadores deste vírus”, concluiu.

Por Folhapress

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