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‘Eu dei só duas facadas nele’, disse ‘Filé’ sobre assassinato de PM em invasão

“Filé” fugiu para Roraima para mudar de facção criminosa após ser ameaçado pela FDN – Ana Sena

Acusado de ser responsável por arrastar, esfaquear e dar a ordem para que seus soldados do tráfico matassem o soldado da Polícia Militar, Paulo Sérgio Portilho, no dia 26 de maio deste ano, o ex-presidiário Bruno Medeiros Mota, o “Filé”, 26, foi preso na cidade de Caracarai, em Roraima. Ele foi apresentado, na manhã desta terça-feira (27), na Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS). À imprensa, “Filé” disse estar arrependido do crime, mas deu uma versão diferente dos comparsas presos anteriormente.

“Eu dei só duas facadas nele. Nós identificamos que ele era PM depois de matar. Fizemos isso para nos proteger, pois ele foi lá armado tarde da noite e pensei que ia fazer algo contra nós”, alegou.

Segundo o sargento Fabrício Alves, da Divisão de Inteligência e Captura (Dicap), “Filé” já vinha sendo monitorado há alguns dias. Policiais informaram a Dicap que o foragido estava se escondendo em Roraima. “Filé” foi preso em uma embarcação, quando estava com o pai dele.

“Ele não esboçou reação e, depois de ser preso, negou a participação na morte do policial. Em seguida, ele confessou”, disse.

De acordo com o delegado Juan Valério, “Filé” foi o responsável por ligar para o traficante “Gigante” pedindo permissão para matar o PM. O foragido foi quem amarrou fios no corpo do policial, o arrastou pela comunidade e começou a desferir as facadas. Com a repercussão do assassinato do policial, a facção criminosa Família do Norte (FDN) ordenou que todos os envolvidos na morte de Portilho fossem mortos.

Ameaçado, “Filé” fugiu para Roraima para se filiar a facção criminosa rival, Primeiro Comando da Capital (PCC). “Consideramos a prisão do ‘Filé’ um das mais importantes, pois foi ele quem começou toda a confusão que gerou a morte do soldado Portilho”, relatou.

O delegado disse ainda que dos 15 envolvidos na morte do soldado, apenas três traficantes identificados como “Índio”, “Gigante” e “Sorriso” seguem foragidos. Sobre a traição de “Filé” a FDN, o delegado afirmou que a facção criminosa ordenou as mortes de todos os envolvidos no assassinato e como o ex-presidiário já tinha sido condenado por tráfico de drogas, ele foi para Roraima para mudar de facção.

O acusado foi autuado por homicídio qualificado. Ele será levado ao Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM).

Ana Sena

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