Cultura

Estúdio de Dança abrirá as portas até o fim de maio

A escola de dança foi batizada de Studio 7 Núcleo de Dança - foto: divulgação

A escola de dança foi batizada de Studio 7 Núcleo de Dança – foto: divulgação

Comumente praticada como hobby, a dança no Amazonas promete ganhar novos ares. Isso porque uma dupla de dançarinos decidiu abrir uma escola de dança batizada de Studio 7 Núcleo de Dança. Localizado no conjunto Manauense (Nossa Senhora das Graças), o espaço tem como principal objetivo, transformar o até então hobby em arte.

“Sempre sentimos a necessidade de transformar a dança em arte e não apenas em um hobby, como tem sido feito em alguns lugares. Queremos mostrar que ela pode ser muito mais do que uma atividade física. Queremos formar bailarinos independentemente de idade”, afirma Arley Paiva que divide a sociedade do local com o brasiliense Raphael Vieira.

Entre os diferencias da Studio 7 está a inclusão de dois estilos considerados “novos”: o jazz musical e o heels class. No primeiro caso, Vieira explica que se trata de coreografias nos mesmos padrões dos ensinados na Broadway, nos Estados Unidos. “O jazz em si conta com várias vertentes, dentre elas o jazz musical. Atualmente, ele é bastante executado no eixo Rio-São Paulo, onde essas produções estão sendo colocadas em prática com mais frequência”, explica.

Já o heels class são coreografias feitas em cima do salto alto e que podem ser vistas com bastante frequência nos clipes de cantoras famosas como Beyoncé e Rihanna, por exemplo. “A modalidade pretende explorar o universo feminino na sua vertente mais moderna. Além disso, trabalha o equilíbrio, postura e, até mesmo, a confiança”, diz.

Porém, ela pode ser facilmente confundida com o stiletto, que também é uma outra modalidade. Mas Paiva relata que existe sim, uma diferença entre elas. “No caso do heels class, é como se fosse uma preparação para o stiletto, que possui passos mais elaborados e exige uma certa prática do dançarino”.

Cenário

Além da UEA, o dançarino lembra que em Manaus apenas o Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro forma alunos de dança. “Não existe essa formação em escolas particulares. O que acontece, na verdade, é que o estado em si enxerga a dança como projeto social, mas esquece que ele pode ser visto como arte, no qual os bailarinos podem viver dessa atividade, que a dança é uma profissão”, declara.

“A dança ainda é vista de forma marginalizada, como algo que só serve para tirar os jovens das ruas e que depois de um tempo, ele perde a sua função. Ninguém pergunta se aquela pessoa que participa do projeto quer ser um bailarino. A única companhia de profissionais que temos no Estado é o Corpo de Dança do Amazonas (CDA) e está ligado a Secretaria de Estado de Cultura (SEC)”, critica.

Público

Longe de qualquer discriminação a Studio 7 terá como alvo desde o público infantil – baby class – até o adulto. “É claro que não vamos deixar de atender aqueles que nos procurem por querer trabalhar a dança como hobby ou atividade física, mas vamos incentivar esse olhar apurado e diferenciado”, finaliza.

No quadro de profissionais da escola estão Giselle Jardim, Bárbara Barbosa, Thelry Castro, além do próprio Paiva e seu sócio. Os interessados podem obter mais informações na fanpage do local (facebook.com/studio7) ou no perfil do Instagram (s7nd). E também por meio do telefone (92) 9 8108-7251.

 

Por Bruno Mazieri Equipe EM TEMPO

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