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Estudantes protestam e pedem saída de diretor de escola, no Amazonino Mendes

No protesto realizado nesta quinta-feira, duas viaturas da política militar estavam de prontidão a frente da escola, além de alguns seguranças - foto: Raimundo Valentim/EM TEMPO

No protesto realizado nesta quinta-feira, duas viaturas da política militar estavam de prontidão a frente da escola, além de alguns seguranças – foto: Raimundo Valentim/EM TEMPO

Cerca de 100 alunos da Escola Estadual Raimunda Holanda, localizado na rua Araújo Lima, no bairro Amazonino Mendes, Zona Norte, protestaram na noite desta quinta-feira (13), exigindo a saída do diretor da escola.

Segundo denúncias dos estudantes, o gestor do colégio, Sérgio Paccione, não tem permitido que os alunos que trabalham durante a noite entrem na escola após as 17h, e muitos deles trabalham e tem autorização da empresa, o que os tem prejudicado. Além deste caso, há denúncias que envolvem um professor suspeito de pedofilia e que o diretor estaria sendo conivente com o caso.

Um vídeo gravado pelos alunos mostra estudantes sentadas ao colo do professor em sala de aula. De acordo com o relato de uma mãe, o professor vem tendo esse comportamento desde o início do ano letivo. O caso está sendo investigado.

Os estudantes afirmam que vários professores já foram transferidos da escola por não aceitarem a forma com que o gestor dirige a instituição.

No protesto realizado nesta quinta-feira, duas viaturas da política militar estavam de prontidão a frente da escola, além de alguns seguranças.

A reportagem do EM TEMPO procurou ouvir o diretor da escola, Sérgio Paccione, mas o mesmo não quis prestar esclarecimentos sobre os caso.

Entenda o caso

O professor de matemática Reinaldo Rodrigues, foi acusado, por pais de estudantes de corrupção e aliciamento de menores.

Há época da denúncia, o diretor afirmou que as denúncias não passava de perseguição de alunos para com o professor. A mãe, não contente com a resposta, decidiu, por conta própria, investigar o passado do professor e descobriu que o mesmo já foi expulso de outras escolas por apresentar o mesmo comportamento.

De acordo com o relato de uma mãe, que não quis se identificar, o professor vem tendo esse comportamento desde o início do ano letivo. Segundo a denunciante, a filha, que é menor de idade, já tinha comentado sobre a conduta do professor dentro da sala de aula, mas nenhuma atitude foi tomada anteriormente, porque o regime da escola proíbe o uso de celular nas dependências da instituição e não teria como provar o crime sem a gravação.

“Uma pessoa que era pra educar e ensinar, usa dos privilégios de mestre para aliciar nossos filhos, isso é um absurdo. Minha filha está aterrorizada e com medo dele”, comentou acrescentando que “o professor entra na sala de aula, faz a chamada, passa uma tarefa e depois começa a chamar as alunas para sentar em seu colo”.

“Por muitas vezes, ele passa a mão nas partes íntimas das meninas, segundo o que me informou minha filha. Já soubemos que até encontros ele marca com quem aceita as ‘cantadas’ dele. Eu e outros pais fomos à direção, mas não obtivemos sucesso na queixa, então hoje esse mesmo grupo irá à delegacia procurar ajuda para resolver esse crime”, disse.

 

Por Stênio Urbano Muniz EM TEMPO

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