Dia a dia

Estudantes da rede pública recebem palestra sobre Justiça e Cidadania

Projeto pretende aproximar o judiciário e as escolas estaduais, por meio de um ciclo de palestras ou atividades – foto: Ione Moreno

Projeto pretende aproximar o judiciário e as escolas estaduais, por meio de um ciclo de palestras e atividades – foto: Ione Moreno

Gravidez na adolescência, drogas, adoção, trabalho infantil, bullying entre outros temas, serão debatidos ao longo da semana, em cinco escolas da rede estadual de ensino, com alunos do ensino médio, por meio do projeto ‘Jornada de Justiça e Cidadania’. As atividades do projeto do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), realizadas meio da Coordenadoria da Infância e da Juventude, iniciaram nessa segunda-feira (19), na escola estadual Letício de Campos, no bairro Cidade de Deus, Zona Norte. Até o fim desta semana, o projeto irá percorrer outras quatro escolas, localizadas em zonas geográficas distintas da cidade.


A coordenadora do projeto e juíza da infância e juventude, Rebeca de Mendonça Lima, explicou que a intenção é promover a aproximação entre o judiciário e as escolas da rede pública, por meio de um ciclo de palestras ou atividades para levar conhecimento sobre temas importantes relacionados à infância e à juventude.

“O nosso objetivo é aproximar o poder judiciário a rede pública de ensino. Sobre tudo nas escolas de ensino médio. A nossa ideia foi colocar escolas de diversas zonas da capital, para que a gente pudesse fazer essa aproximação do poder judiciário com os órgãos e secretarias que compõem e que são ligadas a infância e juventude. Nós entendemos que o maior número de multiplicadores são os alunos, que vão ouvir as palestras e vão chegar em casa e multiplicar para suas famílias”, salientou.

Segundo a juíza, o público-alvo são alunos com a faixa etária entre 16 e 18 anos, e a expectativa é a de incentivar esses jovens a buscar conhecimento sobre seus direitos e deveres. “Nas palestras estamos abordando temas que dizem respeito a esse público, como comportamento no trânsito, adoção, relacionamento interpessoal e muitos outros. Não tivemos nenhum critério especifico na escolha das escolas, apenas pedimos a Seduc que nos direcionasse para cinco escolas públicas”, comentou.

Importância

A diretora da escola, Aurea Dario Gomes, espera que o projeto possa ocorrer mais vezes e atinja um número maior de unidades de ensino. Para ela, o tema gravidez na adolescência será um dos mais importantes a serem abordados, uma vez que a escola estadual Letício de Campos tem um alto índice de jovens na faixa etária de 16 a 18 anos grávidas. “Para nós de imediato os temas que são mais relevantes são o bullying e a gravidez na adolescência,  por que a gente tem aqui muitas crianças grávidas, até de 12 anos de idade que estão quase com nove meses. A gente sabe que isso depende da orientação que se recebe, mas a escola contribuindo com essas palestras, desses amigos parceiros é excelente. Vai ampliar mais essas informações não só para as crianças, mas para suas famílias”, disse.

Estudantes

Para o estudante Henrique Melo, 16, o projeto trará mais conhecimento aos jovens. A expectativa, segundo ele, é a de aprender e poder compartilhar o conhecimento adquirido nas palestras. “Eu acho bom e importante que a nossa escola tenha sido escolhida. São temas de interesse de todos e principalmente da gente que é jovem, e precisa ficar atento aos nosso direitos e deveres”, comentou.

A estudante Rebeca Silva, 16, também ficou empolgada com as palestras e disse que o tema mais esperado por ela é sobre o bullying. “Eu acho esse tema muito importante, porque nas escolas o jovem sofre muito com isso. A gente tem que apreender a diferenciar o que é brincadeira e quando passa para a humilhação”, opinou.

Michelle Freitas

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