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Estudante homofóbico agride aluno a paulada dentro de escola

A DEAAI informou que vários casos de agressão verbal seguida de lesão corporal dentro e fora de escola públicas são registrados, por mês, na delegacia - foto: Arthur Castro

A DEAAI informou que vários casos de agressão verbal seguida de lesão corporal dentro e fora de escola públicas são registrados, por mês, na delegacia – foto: Arthur Castro

Um estudante de 12 anos foi agredido a socos, chutes e ainda levou uma paulada na cabeça por um aluno de 13 anos dentro da escola estadual Zilda Arns, localizada no bairro Cidade Nova, Zona Norte, por volta das 10h30 de ontem. A vítima é homossexual e disse sofrer bullying e homofobia por parte de alguns estudantes da escola, de acordo com a Polícia Civil. Por conta dos ferimentos, a vítima foi levada pela direção do colégio ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Galileia, no Nova Cidade.


De acordo com a polícia, por não suportar mais ser ofendido verbalmente, a vítima discutiu com o agressor e o chamou de “gay” na frente de outros colegas da escola. Nesse momento, eles iniciaram uma briga, que resultou em uma lesão grave na cabeça do estudante. “O chamei de gay porque ele vive me ofendendo por eu ser homossexual. Por conta disso, ele pegou o ‘braço’ da cadeira e acertou minha cabeça”, relatou a vítima na Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (DEAAI).

A vítima foi levada ao SPA onde pegou três pontos na cabeça e, após ficar em observação por algumas horas, recebeu alta médica. A direção da escola chamou a Polícia Militar, que deteve o agressor e o levou à delegacia. O agressor responderá em liberdade pelo ato infracional de lesão corporal grave, conforme a Polícia Civil.

Em depoimento na delegacia, o agressor afirmou que bateu na vítima por conta da vergonha que passou diante dos colegas de sala de aula por ser chamado de homossexual sem ser.

A DEAAI informou que vários casos de agressão verbal seguida de lesão corporal dentro e fora de escola públicas são registrados, por mês, na delegacia. Ambos os estudantes são do ensino fundamental da escola.

Por meio de nota, a Secretaria de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc) confirmou a agressão e informou que a direção da escola socorreu o adolescente e chamou a polícia e encaminhou os envolvidos na confusão a DEAAI. A secretaria disse que chamará os pais do aluno agressor e tomará as medidas cabíveis, podendo acarretar, inclusive, na expulsão do acusado da escola.

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