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Agronegócio soma perdas de 60% com estiagem no Amazonas

Dados da Faeam apontam prejuízos na fruticultura, na criação de gado de corte e produção de leite - foto: arquivo EM TEMPO

Dados da Faeam apontam prejuízos na fruticultura, na criação de gado de corte e produção de leite – foto: arquivo EM TEMPO

As perdas do setor primário com a estiagem deste ano somaram um prejuízo ao agronegócio amazonense de 60% em relação ao ano passado. Conforme levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faeam), na agricultura o segmento mais afetado foi a fruticultura e na pecuária, a criação de gado tem sofrido com ausência de pastagem.

Segundo o presidente da entidade, Muni Lourenço Silva Junior, os prejuízos econômicos aconteceram, principalmente, em atividades que são desenvolvidas em terra firme, como por exemplo o polo produtor de fruticultura, em Rio Preto da Eva (a 80 quilômetros de Manaus), que é quase 100% em terra firme.

Muni disse que as produções mais prejudicadas foram as de laranja, mamão, banana e coco, com maior intensidade em setembro. Ele afirmou, que na pecuária as pastagens de terra firme estão bastante secas, o que causou a perda de peso nos animais, além de queda na produção de leite. Para reverter o quadro, pecuaristas adicionaram aos custos de produção a suplementação alimentar. “A estiagem nos apresentou um quadro de grande impacto para a produção rural”, avaliou.

Na contramão da Faeam, o chefe de departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater), do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Alfredo Pinheiro, afirmou que a estiagem deste ano, assim como em 2014, não trouxe prejuízos de grande expressão para o setor rural. Dados do Idam apontaram que na cheia o setor primário amazonense amargou perdas de, aproximadamente, R$ 66 milhões.

“A vazante normalmente não traz o caos que cheia proporciona, e por isso, não foi feito levantamentos de prejuízos pós-vazante. Não há reclamação de ninguém sobre grandes perdas. O único lugar que registrou algum prejuízo foi em Manacapuru, pois lá os peixes estão morrendo, porém isso não influencia para grandes prejuízos, sendo que nessa época isso sempre acontece”, afirmou Pinheiro.

Segundo a Defesa Civil do Estado nenhum município do Amazonas está em Estado de emergência por conta da vazante. Mas, há 15 cidades em Estado de calamidade ainda por conta da cheia deste ano.  O órgão informou que até dezembro essas cidades devem sair do estado de calamidade.

Conforme o chefe de serviço hidrográfico do porto de Manaus, Valderino Pereira, o período de vazante já terminou em Manaus, e o que ainda pode ocorrer são algumas variações no nível do rio. Segundo ele, ainda não é tempo de fazer previsões sobre uma possível grande cheia.

Por Asafe Augusto

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