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Estamos aptos para colaborar, diz Bom Senso ao comitê de reformas da CBF

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Superar essa visão e produzir efetivamente reformas estruturais só depende da própria CBF – foto: divulgação

O Bom Senso Futebol Clube, grupo de jogadores e ex-jogadores que defendem mudanças no futebol brasileiro, disse, em nota, nesta segunda-feira (14), que está ‘apto e pronto para colaborar’ com o comitê de reformas da CBF.

Criado em fevereiro de 2016, o comitê pretende atualizar o estatuto da CBF e fixar um código de ética. Três ex-jogadores, que compõe junto com juristas, presidentes de federações e de clubes, e diretores da CBF os 17 membros.

O número de participantes, no entanto, desagrada o Bom Senso, que critica e pede mais pluralidade. “Um comitê que pretenda reformar a CBF e, por tabela, o futebol brasileiro precisa contemplar mais de 17 membros. Há muitas organizações e estudiosos capazes de contribuir com propostas, ideias e críticas. A participação democrática e plural é mesmo um desafio. Para cumprir sua missão, o Comitê precisa de ampliação, transparência e diversificação.”

Com dois anos de vida, o movimento que reúne mais de mil atletas e ex-atletas conseguiu em 2015 uma de suas reivindicações, o Profut -programa que refinancia a dívida dos clubes promovendo inéditas medidas de Fair Play Financeiro.

Veja a nota na íntegra

“A criação do Comitê de Reformas é uma iniciativa acertada da CBF, fruto da situação que se encontra e dos clamores por mudanças.

Recuperar o prestígio do nosso futebol demanda -mais do que discussão- atitudes concretas.

No entanto, há ainda a percepção de que o Comitê não expressa a riqueza de idéias e pontos de vista do nosso futebol.

Superar essa visão e produzir efetivamente reformas estruturais só depende da própria CBF.

A ponderação que se coloca sobre o Comitê tem uma origem simples: sua composição. Isso não é uma crítica aos nomes que lá estão -pois há gente muito capacitada à mesa-, mas sim um alerta às ausências.

Um comitê que pretenda reformar a CBF e, por tabela, o futebol brasileiro precisa contemplar mais de 17 membros.

Há muitas organizações e estudiosos capazes de contribuir com propostas, ideias e críticas.

A participação democrática e plural é mesmo um desafio.

Para cumprir sua missão, o Comitê precisa de ampliação, transparência e diversificação.

O Bom Senso FC está à disposição do Comitê de Reformas.

O futebol brasileiro e as reformas que ele necessita devem ficar acima de qualquer diferença ou desavença política.

Estamos aptos e prontos a colaborar.

Bom Senso Futebol Clube,

por um futebol melhor para todos”.

 

Por Folhapress

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