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Estados do Nordeste puxam estatística de mortes violentas de jovens no país

Em uma década, a taxa de mortes violentas de pessoas de 20 a 24 anos do sexo masculino cresceu 5% no país, puxada por Estados da região Nordeste, mostra a pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada nesta segunda-feira (30) pelo IBGE.

Em 2014, as causas violentas -sobretudo acidentes de trânsito e assassinatos- tiraram a vida de 179 de cada 100 mil pessoas de 20 a 24 anos no país. Em 2004, essa taxa estava em 170, segundo os dados da pesquisa.

Foram 15.454 mortes violentas de jovens registradas no ano passado. Além dos acidentes de trânsito e assassinatos, essas causas externas incluem casos de afogamento, suicídios e quedas acidentais, por exemplo.

Alagoas foi o Estado mais cruel com seus jovens. A proporção de mortes violentas foi de 332 por 100 mil pessoas de 20 a 24 anos, a maior do país. Há uma década, era de 130 por 100 mil pessoas nessa faixa etária.

O Rio Grande do Norte foi o segundo mais violento, com 268 mortes por 100 mil, segundo a pesquisa. Em 2004, a taxa era menos da metade da atual, de 113,5 mortes. Na Bahia, cresceu de 98,4 para 242,2 por 100 mil.

Segundo Fernando Albuquerque, pesquisador da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, o crescimento das mortes ocorre, entre outros fatores, pela maior urbanização da população nesses Estados.

“A metropolização no Nordeste, que é mais recente, pode estar contribuindo para isso. São cidades saturadas, com inchaço das periferias. Os acidentes de trânsito são uma fonte importante para o crescimento do número de mortos, além dos assassinatos”, disse Albuquerque.

Houve melhora nas estatísticas de mortes por causas violentas nos Estados de São Paulo (de 223,9 para 122,7 a cada 100 mil homens) e, também, no Rio de Janeiro (de 264,2 para 93,3 a cada 196 mil) em uma década.

No Rio de Janeiro, além de iniciativas como a Lei Seca, as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) teriam contribuído para a redução do número de mortes violentas entre jovens na região metropolitana e, consequentemente, no Estado do Rio.

“São Paulo era o quarto pior entre as 27 unidades da federação em 2004. Agora, é o quinto com menores números. São iniciativas para reduzir acidentes de trânsito, ainda que permanecem altos, e a própria redução nos números de homicídios”, disse o pesquisador.

Folhapress

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