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Estado vai investir R$ 112 milhões para a fruticultura local

Recursos serão injetados pelo governo do Estado até 2018 na cadeia produtiva do açaí, da banana e de frutas cítricas - foto: Márcio Melo

Recursos serão injetados pelo governo do Estado até 2018 na cadeia produtiva do açaí, da banana e de frutas cítricas – foto: Márcio Melo

Investimentos da ordem de R$ 112 milhões para o fortalecimento da cadeia de produção de açaí, banana e frutas cítricas estão previstos pelo governo do Estado até 2018. Esses recursos serão injetados na mecanização e aplicação de calcário nas áreas de cultivo da fruticultura e deverão beneficiar mais de 40 mil produtores.

Os dados foram divulgados ontem (13) durante o segundo dia do encontro da Jornada de Desenvolvimento da nova Matriz Econômica Ambiental do Amazonas.

Durante os debates, a Secretaria de Estado da Produção Rural e Sustentabilidade (Seprors) afirmou que a estimativa é que no período de dez anos os investimentos alcancem R$ 343 milhões, com a ampliação de 30 mil para 92 mil hectares o volume de área cultivada. Até 2018, a meta é fortalecer a produção de frutas como açaí, banana, mamão e abacaxi com atenção especial a agricultura familiar, agroindústrias e a atração de investimentos privados.

“É preciso melhorar a produção e que a gente possa levar o conhecimento, assistência técnica e produtores no manejo para obter ganhos de produção, aumento da produtividade e um bom trabalho de colheita e pós-colheita”, afirmou o titular da Seprors, Sidney Leite.

O Amazonas produz atualmente, aproximadamente, de 407 mil toneladas por ano de frutas, com destaque para banana, açaí, abacaxi e laranja. Dados da Seprors apontam a existência de 40 mil fruticultores cadastrados e 29 agroindústrias de frutas em 11 municípios amazonenses.

“Estamos trabalhando na definição de um pacote tecnológico para ter seguridade jurídica do ponto de vista ambiental, de investimentos e trabalhar a demanda da logística para garantir o escoamento da produção. A grande vantagem é que, em algumas culturas, temos mercado aqui dentro e outras tem uma demanda muito grande de fora”, disse o secretário.

A tarefa de fortalecer o setor no Estado passa por ações que possam reverter a baixa produtividade ainda registrada, segundo o engenheiro agrônomo Luiz Carlos Herval Filho, coordenador de fruticultura da Sepror. Foram apontados pelos produtores como fatores críticos os entraves para a regularização fundiária, o alto custo dos insumos, problemas logísticos para o escoamento da produção, a baixa capacitação de pessoal e a carência de tecnologia para reverter obstáculos de irrigação e manejo, por exemplo.

Investimentos

O governo do Amazonas vem realizando amplos investimentos na área com novidades, como o programa Pró-Calcário, o reforço na assistência técnica, e a mecanização das áreas produtivas. Ações incluídas dentro do Plano Safra Amazonas.

A prioridade do Estado será incentivar o desenvolvimento da atividade na Região Metropolitana de Manaus, cidades do médio Solimões e cortadas pelo Rio Madeira.

“A fruticultura é produzida, basicamente, pela agricultura familiar. O governo está viabilizando esses produtores com o programa pró-mecanização, uma política pública pela qual o governo entra no apoio com as máquinas pesadas, e também a questão do pro-calcário, onde é disponibilizado o calcário de forma imediata e o produtor só paga depois, tendo descontos significativos. Trabalhando a partir da mecanização, junto com calcário, e com o manejo dessas plantas, a gente pode daqui a quatro anos, aumentar a produção em até 80%”, explicou Herval.

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