Cultura

‘Esquadrão Suicida’ chega às telas do cinema nesta quinta

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Filme apresenta equipe de vilões dos quadrinhos que é forçada pelo governo dos EUA a participar de missões do bem – foto: reprodução

‘Esquadrão Suicida’ chega aos cinemas cercado de expectativa. Equipe de vilões que são forçados pelo governo a participar de missões do bem, o grupo protagoniza um filme destinado a mostrar que a DC Comics também pode fazer longas legais e divertidos, como a rival Marvel conseguiu nos últimos anos. Para isso, a Warner, dona da editora e gigante no cinema, cercou a produção de cuidados. Depois de ‘Batman Vs. Superman – A Origem da Justiça’ receber críticas, entre elas a falta de humor, ‘Esquadrão Suicida’ tenta descontrair a trilha do heróis DC nas telas e fazer a ponte para o esperado ‘Liga da Justiça’, previsto para 2017.

Eis alguns pontos importantes na produção: primeiro, escolher os heróis, ou melhor, vilões. A turma do mal sempre foi mais cômica do que os mocinhos sérios – alguém duvida que Lex Luthor é o personagem mais bacana de ‘Batman vs. Superman’? Cheio de canalhas com algum charme, o ‘Esquadrão Suicida’ permite roteiros em que trapacear e trair são parte da estratégia.

Segundo, não ter medo de ousar. O ‘Esquadrão Suicida’ teve várias versões no gibi. O filme quebra a fidelidade ao HQ, optando por juntar personagens de fases diferentes do grupo. É uma mistura que fãs puristas não engolem muito bem, mas dá a cada integrante espaço para ação e piadas.

Terceiro, convocar uma estrela. Will Smith aparece como o Pistoleiro, que seguidores brasileiros mais fanáticos só chamam pelo nome original no gibi, Deadshot. Ele é o homem que jamais erra um tiro e tem o ar falastrão que Smith gosta de adotar em seus personagens de ação.

Quarto, ter uma bomba sexy no elenco. Margot Robbie, a mulher coberta de dólares em “O Lobo de Wall Street” e atualmente em cartaz nos cinemas como a Jane do novo “Tarzan”, está devastadora como a Arlequina. A namorada do Coringa e seu shortinho jeans vão perturbar o sono de gerações nerds.

Quinto, o Coringa, que não é da equipe, continua maldoso. Num papel que já foi de Jack Nicholson em 1989 e deu um Oscar póstumo a Heath Ledger em 2009, a Warner foi atrás de outro “oscarizado”: Jared Leto. Menos intenso que os antecessores, mas dá uma loucura jovial ao vilão.

Sexto, Joel McKinnaman e Viola Davis. Nomes de prestígio em séries – ele como o Holder de “The Killing” e ela como a advogada professora Annalise Keating de “How to Get Away with Murder” –, eles têm o desafio de fazer os personagens sem superpoderes para encantar o público. Ela é Amanda Walker, criadora do Esquadrão, e ele faz o papel de Rick Flag, o soldado das Forças Especiais com a tarefa de controlar em campo as ações dos supervilões.

Sétimo, e talvez a mais importante das ideias: Batman. Ben Affleck volta ao papel do Homem-Morcego e, embora apareça pouco, é o suficiente para atiçar os fãs à espera do filme da Liga da Justiça.

A reação inicial da crítica não é unânime e fãs reclamam da falta de fidelidade ao gibi. O diretor David Ayer foi às redes sociais dizer que acredita no filme (“a maior experiência da minha vida”).

Embora a revista inglesa “Empire” tenha dado quatro estrelas num máximo de cinco, o site “Hollywood Reporter” sentenciou que o roteiro não sabe o que fazer com o time de estrelas da vilania.

Por Folhapress

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