Economia

Especialistas apontam cuidados com as armadilhas do fim de ano

O presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Marcus Evangelista, disse que é necessário avaliar os gastos de fim de ano - foto: arquivo EM TEMPO

O presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Marcus Evangelista, disse que é necessário avaliar os gastos de fim de ano – foto: arquivo EM TEMPO

Natal e Ano-Novo são uma tentação para as compras. Os gastos ocorrem porque é comum adquirir presentes, alimentos para a ceia natalina e roupas para a festa de Réveillon. É praticamente inevitável que as despesas familiares aumentem, pois, nesta época, é comum também reformar a casa, comprar o material escolar e renovar a matrícula da escola particular. Mas é possível evitar cair na armadilha do endividamento.

É época também em que se reforma a casa, compra-se material escolar e renova-se a matrícula do período escolar, tanto no particular quanto na pública. São gastos quase inevitáveis. Contudo, é possível evitar cair na armadilha do endividamento. Assim, para garantir o peru, pernil, nozes, bacalhau e frutas cristalizadas na ceia tradicional de Natal, especialistas ensinam a priorizar as compras.

O presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Marcus Evangelista, disse que é necessário avaliar os gastos de fim de ano, uma vez que em janeiro há várias despesas que não são fixas, mas que precisam ser quitadas. Entre elas, o economista apontou o material escolar e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Para ajudar a pagar essas despesas, Evangelista sugere que as pessoas usem parte do 13º salário. “Janeiro é um mês diferente em função dos gastos com matrícula dos filhos, material escolar, fardamento, manutenção da casa, do carro, IPTU e IPVA. Qual dinheiro extra ameniza esses gastos? O 13º pode ajudar”, apontou.

Débitos

Para a gerente de loja Débora Soares, 30, a renda extra que for entrar servirá para a quitação de débitos pendentes, pois, segundo ela, a prioridade nesse atual cenário de crise é fechar as dívidas no zero, e o que sobrar dá para separar e planejar uma boa festa no fim do ano junto com a família. “Prefiro pagar minhas dívidas à vista. Quando entra o 13º eu priorizo renegociar tudo, sem deixar para última hora. Com o que sobrar eu compro o básico para mim e minha família, deixando tudo preparado para a ceia do Natal e Réveillon”, disse.

Já autônoma, Valda Pantoja, 40, que possui uma renda mensal de dois salários mínimos e cinco filhos, disse resistir à tentação das compras, pois, assim garante o vestuário da família, presentes, ceia e até a reforma casa. “Costumo gastar muito menos quando se aproxima esta época, com tudo aumentando hoje em dia precisamos planejar nossa renda para ver o que realmente se pode comprar, desde que seja necessidade. Nesse tempo chego até a reformar a casa, tudo preparado para as festividades no final deste ano”, afirmou.

No entanto, o industriário Euler Colares, 35, dá preferência às dívidas futuras como, por exemplo, matrícula da escola do filho e também a comprar do material. “Minha intenção não é gastar tanto, prefiro poupar para usar no momento certo, pagar a escola do meu filho de 7 anos comprar o material dele”, disse.

Por Lindivan Vilaça

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