Saúde e Bem Estar

Especialista fala sobre cuidados para quem usa salto alto com frequência

Muitas mulheres são apaixonadas por sapatos de salto alto, e isto não é novidade para ninguém. Algumas gostam de usa-los em ocasiões especiais, como um jantar diferente ou festas nos finais de semana, porém, uma boa parte do público feminino gosta de usar e abusar desse tipo de calçado durante a semana, e é aí que se encontra o problema.

Apesar de agregar elegância para os looks, o salto, se utilizado com muita frequência, acaba por prejudicar a saúde postural de sua usuária. Segundo a fisioterapeuta ,Carla Tissiane de Souza Silva,  o salto pode ser prejudicial pois, quando a mulher o utiliza, o peso do corpo não é distribuído de maneira equilibrada, alterando seu centro de gravidade e sobrecarregando a parte frontal dos pés, na região dos dedos conhecida como antepé, podendo desencadear inflamação desta região, as conhecidas metatarsalgias.

“A utilização frequente desses tipos de calçados, além de causar problemas como joanete, calosidade e propiciar entorses importantes, gera dores nos joelhos e na coluna. Também é possível que, por causa da pressão que é exercida nos joelhos e pés, existe a chance de que a mulher desenvolva artroses e inflamações crônicas nos pés”, explica ela, que é fundadora do Inspire Fisioterapia e Pilates, além de especializanda em Osteopatia e mestranda em Atividade Física e Saúde.

A profissional explica que algumas atitudes podem ser tomadas para que posteriores problemas de saúde sejam evitados por causa dessa opção de sapato. “Para quem utiliza-os diariamente, recomendo que aja a alternância entre o tamanho dos saltos, evitando ao máximo os modelos de 8 a 10 cm. Ter sapatos baixos, inclusive os de 3 cm e o tênis é essencial, principalmente para serem usados na ida e na volta do trabalho, pois eles causam menos danos à coluna eaos pés, propiciando uma melhor distribuição de carga e absorção”, pontua.

Carla finaliza, lembrando que, ao final da sua jornada de trabalho, é sempre bom massagear os pés, alongar as panturrilhas e elevar as pernas à pelo menos 45º. “Essas atitudes permitem que o sangue circule com mais eficiência no local, otimizem o retorno venoso, devolvam flexibilidade às panturilhas e ao tendão do calcâneo, além de aliviar as tensões provocadas pelo uso do salto alto”, conclui.

Com informações da assessoria

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