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Escuridão toma conta de rua no conjunto Vieiralves

Falta de luz_Ione Moreno

De acordo com o advogado, os moradores da rua Rio Jutaí já teriam procurado os órgãos competentes para reclamar dos problemas e exigir soluções, entretanto nada foi feito até o momento – foto: Ione Moreno

Moradores do conjunto Vieiralves, localizado no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul, considerado um dos bairros nobres de Manaus, reclamam da falta de iluminação pública nas ruas, segurança e serviço de esgoto.


Um dos moradores da rua Jutaí, entre as ruas João Valério e Pará, o advogado Ronaldo Elias, 65, morador há 30 anos do bairro, disse que os impostos referentes à iluminação e esgoto são pagos todos os meses, mas os serviços não estão sendo oferecidos a contento.

“Estamos no limite, são seis postes com as luzes todas queimadas, além disso tem a questão dos esgotos. Já buscamos os órgãos competentes, mas até agora não tivemos nenhuma resolução dos problemas”, comentou o advogado.

Insegurança

Com a falta de iluminação nas ruas do bairro, os moradores estão inseguros, uma vez que o local fica propício a assaltos e outros crimes. De acordo com o advogado após as 19 horas os moradores ficam com medo de voltar para casa, pois sempre há carros parados na rua e é preciso dar luz alta e entrar rápido nas garagens para evitar eventuais assaltos.
“Quando chega a noite, por volta das 19 horas já temos medo de entrarmos ou sairmos de casa, pois ficam carros parados na rua. Não sabemos o que querem, então entramos rápido com medo de sofrermos qualquer tipo de criminalidade”, explicou.

Outra queixa apontada pelos moradores é a falta de viaturas do programa Ronda no Bairro, bem como da assistência da Manaustrans, uma vez que alguns carros ficam parados em frente as garagens e muitas vezes é necessário chamar guinchos.

“Com a escuridão os moradores ficam sobressaltados e não vimos por aqui nenhuma viatura do Ronda no Bairro. As ruas estão cheias de buracos e quando passam, ao invés de taparem os buracos eles apenas fazem um ‘mondrongo’ que piora ainda mais a situação”, criticou.

As árvores da rua Rio Jutaí também não estão sendo podadas e os galhos se espalham por cima dos fios de energia elétrica, telefone e televisão a cabo. Segundo Ronaldo Elias, várias solicitações já foram feitas, inclusive abaixo assinados, mas os moradores não entendem porque o poder público não melhora as condições de moradia no bairro e não atende as solicitações.

“Acho que eles engavetam o abaixo assinado. Nós já fizemos várias solicitações, inclusive no Implurb, Manaus Energia e Manaustrans, mas quando vem só dão uma passadinha rápida e os problemas continuam. Pagamos nossas taxas e altas, uma vez que o bairro é considerado nobre, mas não temos os serviços realizados”, avaliou o morador.

Devido a falta de atenção do poder público para com o bairro, segundo o advogado, muitos moradores estão vendendo as casas e o bairro está se tornando uma área comercial.

Secretarias irão checar denúncias

A Casa Civil, por meio da assessoria de comunicação  informou que mandará uma equipe ao local para verificar a situação e que após detectar o problema expedirá ordem de serviço para que a empresa Manaus Luz realize os serviços necessários.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), também por meio de sua assessoria,  informou que o trabalho de manejo da arborização urbana da cidade de Manaus obedece a um cronograma, que inclui a realização de vistorias e a execução propriamente dita do trabalho de poda pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp). No caso da rua Rio Jutaí, uma equipe técnica da Semmas deverá ir ao local para avaliar a situação das árvores nesta terça-feira (14), e identificar a necessidade de manutenção.

Já o subsecretário operacional da Semulsp, José Barbosa Rebouças, informou por meio da assessoria de imprensa do órgão que a demanda sobre bueiros e esgotos deve ser encaminhada para a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), responsável por este serviço. A respeito das árvores, a assessoria afirmou que irá repassar aos técnicos da secretaria para que estes verifiquem a eventual ocorrência.

Por Moara Cabral, Colaborou Fred  Santana EM TEMPO

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