Sem categoria

Escolas do Amazonas irão receber R$ 2,8 milhões em projetos do Programa Ciência na Escola

Os projetos de pesquisa com apoio do governo do Estado no âmbito do PCE terão duração de seis meses, a contar de junho deste ano - foto: divulgação/Fapeam

Os projetos de pesquisa com apoio do governo do Estado no âmbito do PCE terão duração de seis meses, a contar de junho deste ano – foto: divulgação/Fapeam

Escolas da rede pública estadual e municipal em Manaus e estadual dos municípios do interior do Amazonas irão receber a aplicação de R$ 2,8 milhões distribuídos em 420 projetos de aprendizagem e pesquisa científicas. O recurso é referente ao aporte financeiro no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE) do Governo do Estado através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com as secretarias de Estado de Educação (Seduc) e Municipal de Educação (Semed).

O diretor-presidente da Fapeam, René Levy Aguiar, disse que o escopo do Programa Ciência na Escola é despertar nos estudantes, ainda na educação básica, suas potencialidades a partir da execução dos projetos de pesquisa, e assim, dotá-los de alfabetização científica, essencial para o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado.

“Queremos incentivar, ao longo da educação básica, as potencialidades dos estudantes para que eles tenham a percepção da importância da pesquisa científica e tecnológica para o desenvolvimento econômico e social do Amazonas. Nesta edição, nos ombreamos às instituições de Ensino Superior com sede no interior do Estado para que elas nos auxiliem na condução dos projetos do PCE, permitindo, com isso, a interação entre as escolas da rede municipal e estadual de Ensino, a academia e a sociedade”, disse Levy.

Dentre as principais mudanças no Programa Ciência na Escola está, ainda, a concessão de uma bolsa de estudo adicional aos professores como auxílio para publicação de artigos com os resultados dos estudos.

Segundo o secretário de Estado de Educação do Amazonas, Rossieli Soares, o PCE é uma iniciativa que marca o trabalho das escolas e influencia, de maneira significativa, o desenvolvimento dos que dele participam, especialmente, os estudantes.

“O Programa Ciência na Escola tem dois aspectos muito importantes: o incentivo aos estudantes pela pesquisa, pela ciência e, por outro lado, o envolvimento do professor. O desenvolvimento de projetos é importante para o fazer pedagógico do educador, pois pode servir de ponto de partida para um mestrado ou doutorado. Isso já funciona como uma capacitação, uma qualificação e crescimento da carreira profissional do docente”, destacou o secretário.

A secretária Municipal de Educação, Kátia Schweickardt, destacou que o PCE tem uma função importante para os alunos da educação básica.

Segundo ela, por meio do programa, é possível despertar o espírito crítico e científico nas crianças. “Esse desenvolvimento crítico e científico possibilita que as crianças sejam mais curiosas, questionadoras e isso é muito importante. O PCE faz essa ponte entre as instituições de pesquisa e a rede básica, envolve os nossos alunos, formando pequenos cientistas que, no futuro, podem se transformar em grandes pesquisadores, com trabalhos de grande relevância para o nosso município, Estado e, até mesmo, para o país”, disse.

Benefício

O PCE é uma iniciativa pioneira do governo do Estado e de referência no País na pesquisa científica na educação básica.

O programa quebra o paradigma da formação científica exclusivamente nas instituições científicas e de Ensino Superior e adentra as escolas dos ensinos Fundamental (6º ao 9º ano) e Médio como política pública de vanguarda que envolve professores e alunos da educação básica no universo da educação científica com a oferta de bolsas de estudo, formação continuada e elaboração de publicações de autoria dos professores e alunos participantes do programa.

Até 2015, nas 16 edições do PCE, foram investidos R$ 22,9 milhões no Programa. Os recursos foram destinados ao apoio de mais de 1,8 mil projetos de pesquisa e concessão de 13,1 mil bolsas de estudos a professores e alunos.

Dos 420 projetos que serão selecionados nesta edição para concessão do apoio financeiro, 200 serão de escolas da rede pública de Ensino, em Manaus, e 220 de serão estudos no interior do Amazonas.

Os projetos de pesquisa com apoio do governo do Estado no âmbito do PCE terão duração de seis meses, a contar de junho deste ano.

Os professores contemplados receberão uma bolsa de estudo para o desenvolvimento das pesquisas e poderão contar com uma equipe de até cinco estudantes, a partir do 6º ano, que receberão bolsas de iniciação científica júnior durante a execução do projeto.

O Programa foi redesenhado visando à execução das atividades de pesquisa e para facilitar o processo de prestação de contas do benefício recebido ao término dos projetos.

As propostas devem ser enviadas à Fapeam, exclusivamente, via Sistema de Informações Gerenciais da Fundação (SigFapeam), até abril deste ano. A divulgação dos resultados está prevista para maio e as atividades devem iniciar no mês de junho.

Com informações da assessoria

 

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir