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Escola no Santa Etelvina é furtada três vezes em apenas 15 dias

Falta de segurança no local estaria contribuindo para os constantes ataques- foto: Janailton Falcão

Falta de segurança no local estaria contribuindo para os constantes ataques- foto: Janailton Falcão

Pais, professores e alunos da escola municipal Professora Antônia Pereira da Silva, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte, vêm sofrendo constantes furtos desde a sua inauguração, há aproximadamente 2 anos. Somente no mês de outubro, a instituição já sofreu pelo menos três registros de furtos em menos de 15 dias. Conforme os professores, os delitos acontecem durante a madrugada.

Computadores, projetores, livros e até eletrodomésticos, como micro-ondas e cafeteiras, são alguns dos objetos que já foram furtados pelos criminosos. De acordo com professores da escola, a falta de segurança no local propicia o acontecimento desses delitos. “Um dia chegamos e a sala dos professores estava revirada e com a janela arrombada. A informação que temos é que não tivemos o direito do aditivo da Semed (Secretaria Municipal de Educação), quanto à questão da segurança. Não temos agente de portaria no momento e, infelizmente, isso (furtos) procede. Desde o último dia 15, já tivemos quatro invasões no prédio”, revelou um grupo de professores que preferiu não se identificar.

Segundo um professor de língua portuguesa, que também não quis ter a identidade revelada, por medo de sofrer represálias, em menos de um mês, a escola já sofreu três furtos. “Esse problema vem acontecendo constantemente, a escola é recordista em assaltos, tivemos diversos registros somente neste mês, tivemos registros dia 17, 20 e 23”, disse.

Ainda segundo ele, os alunos são os que mais ficam prejudicados por conta dos furtos. “Esses equipamentos que foram furtados, seriam usados diretamente com os próprios alunos, em aulas mais dinâmicas e até mesmo para pesquisa. É complicado porque com isso é preciso nós usarmos os nossos próprios equipamentos, e outro ponto é que já tivemos pais de alunos relatando que seus filhos ficaram com receio de comparecerem às aulas por causa dessa situação”, salientou.

Responsável de aluno e morador do bairro, o vendedor Josué Lima da Silva, 38, disse que o problema é enfrentado pela escola desde a sua inauguração. “Minha enteada de 15 anos estuda nessa escola e esses casos se tornaram comuns desde quando a escola foi instalada”, informou o vendedor que mora em frente ao local.

Ao todo, 28 turmas funcionam na escola, com alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, com idades de 10 a 15 anos. Desde a última ocorrência, algumas janelas continuavam danificadas por conta da ação dos bandidos. Os professores informaram ainda que desde o início deste ano, 17 Boletins de Ocorrência (BOs) foram registrados.

Por Luis Henrique Oliveira

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