Dia a dia

Escola no Novo Israel é alvo de assaltos e alunos cobram segurança

Segundo os alunos, a unidade de ensino tem sido alvo de vários assaltos nos últimos dias – Divulgação

Professores e estudantes da Escola Estadual Antogildo Pascoal Viana, situada na avenida Jerusalém no bairro Novo Israel, na Zona Norte de Manaus, pretendem realizar uma manifestação nesta sexta-feira (24) para reivindicar medidas de segurança. O ato está marcado para às 16h, em frente à escola.

Segundo os alunos, a unidade de ensino tem sido alvo de vários assaltos nos últimos dias. A estudante Beatriz de Deus, 17, contou que criminosos pulam o muro da unidade educacional e praticam os assaltos, agindo com bastante violência, munidos de revólveres e/ou terçados.

“Na última sexta-feira (17), eles entraram encapuzados e roubaram os celulares dos alunos e dos professores. Na segunda-feira (20) teve outro assalto. Dessa vez, estavam armados com terçados. Eles são bem violentos. Em uma das vezes, um dos bandidos deu um tapa no rosto de uma das alunas”, contou a aluna.

Ainda de acordo com a estudante, os assaltos também ocorrem do lado de fora da escola. A rua que dá acesso ao local não tem iluminação pública, o que facilita a ação dos criminosos. Os estudantes também reclamam da falta de patrulhamento na área que, segundo eles, é ineficiente porque a viatura da Polícia Militar passa na rua do colégio raramente.

“Tem um matagal perto da escola onde os bandidos ficam escondidos, esperando os alunos saírem para assaltarem. Está muito difícil a situação, não temos nenhuma segurança. A viatura quase não passa lá. E quando vai, é bem cedo da noite e depois vai embora”, relatou outra jovem que preferiu não se identificar.

Beatriz também contou à reportagem que a ‘onda’ de assaltos resultou em um boato de que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) estaria cogitando a ideia de acabar com o turno noturno da escola, contrariando a vontade dos os alunos.

“Se isso acontecer nos seremos prejudicados. O que nós queremos é mais policiamento nas proximidades da escola. Todo mundo vai para aula com medo, mas não podemos parar de ir. Queremos que tomem uma providência em relação isso”, falou a estudante.

Em resposta, a Seduc informou que “nenhuma das denúncias procedem”, inclusive em relação ao cancelamento do turno na escola.

Devido à falta de policiamento a reportagem entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar (PM) que disse ter repassado ao capitão PM Cassiano, comandante da 18ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), as denúncias dos alunos.

Em nota, a PM também esclareceu que o policiamento na localidade é realizado com viaturas de quatro rodas e motocicletas, além das ações do projeto ‘Ronda Escolar’ e ressaltou que o planejamento da unidade policial é embasado nas estatísticas de demandas de furtos e roubos registrados no Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp).

“Frequentemente, são realizadas reuniões comunitárias com a equipe de policiais que se faz presente na região e com a parceria dos moradores implementa estratégias visando a segurança da comunidade”, falou o comandante.

Mara Magalhães
EM TEMPO

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