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Erro em checagem permitiu a autor de ataque em Charleston comprar arma

O homem acusado de matar nove pessoas em uma histórica igreja da comunidade negra em Charleston, na Carolina do Sul, conseguiu comprar uma arma por causa de erros no processo de checagem de antecedentes criminais, segundo o FBI (polícia federal americana).

Dylann Roof, 21, acusado pela morte de nove pessoas e pela tentativa de assassinato de outras três, já tinha passagem na polícia, na qual admitiu o porte de drogas. Isso seria suficiente para ter impedido que ele comprasse a pistola calibre 45 usada no massacre.

O diretor do FBI, James Comey, disse ter pedido uma investigação completa sobre as falhas que permitiram a venda da arma.

“Estamos furiosos com o que ocorreu. Gostaríamos de poder voltar no tempo”, disse Comey, acrescentando que os agentes do FBI estão se encontrando com familiares das vítimas para falar sobre a descoberta.

Roof é acusado de matar nove pessoas na noite do dia 17 de junho durante uma sessão de estudos bíblicos na Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel – descrita em seu site como a mais antiga igreja metodista episcopal africana do sul dos EUA.

Ele foi preso no dia seguinte, após uma intensa busca da polícia, quando já estava em Shelby, na vizinha Carolina do Norte, a cerca de 320 quilômetros do lugar da chacina. Ele tinha passagens pela polícia por posse de drogas e invasão de propriedade.

O FBI é responsável pela checagem de antecedentes criminais para o comércio de armas em 30 Estados, incluindo a Carolina do Sul.

INFORMAÇÃO ERRADA

Segundo Comey, em 13 de abril, dois dias depois de Roof tentar comprar uma arma, uma funcionária examinou sua ficha, que trazia a acusação de porte de drogas. O problema, contudo, é que a ficha apontava que o escritório do xerife de Lexington teria feito o registro – quando, na verdade, foi o do xerife em Columbia.

De acordo com o FBI, se tivesse com o dado correto sobre o órgão responsável pelo registro, a funcionária teria descoberto que Roof admitiu a posse e teria evitado a compra. É que a posse de droga em si não impede que uma pessoa compre uma arma, mas a confissão, sim.

A funcionária teria contatado o escritório de Lexington e ainda o de West Columbia, tentando encontrar a ficha original de Roof. Sem sucesso, o caso foi colocado como “atrasado/pendente”.

Se o FBI não retornar ao vendedor com um “sim” ou um “não” em três dias úteis após o início da checagem, a lei americana permite que a arma seja vendida. Sem uma resposta do órgão, Roof conseguiu comprar a pistola 45 exatamente três dias depois do início da checagem, em 16 de abril.

De acordo com o FBI, um funcionário revisa pelo menos dez casos por dia. Comey disse que a responsável pelo caso de Roof está com o “coração partido”.

Por Folhapress

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