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‘Epidemia de zika vírus é uma realidade no Amazonas’, diz Susam

Na Delegacia de Homicídios, vários carros no pátio estão se tornando criadouros de mosquito – foto: Diego Janatã

Na Delegacia de Homicídios, vários carros no pátio estão se tornando criadouros de mosquito – foto: Diego Janatã

Em boletim divulgado na tarde desta quinta-feira (15), a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) notificou 36 casos suspeitos de zika vírus em Manaus. Até o momento, dois foram descartados por critério clínico e 11 por critério laboratorial, e apenas um foi confirmado, de transmissão autóctone (infecção dentro do Estado). Das 22 ocorrências restantes, oito envolvem gestantes. Todas foram registradas em Manaus.

Em videoconferência para os 61 municípios do interior do Amazonas, o secretário da Susam, Pedro Elias de Souza, afirmou nesta terça-feira (15) que uma epidemia de dengue, chikungunya e zika vírus, doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, é uma realidade do Amazonas.

Na conferência, o diretor–presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque, orientou os médicos do programa Mais Médicos sobre o controle vetorial e o combate ao Aedes aegypti nos municípios do Estado. De acordo com o secretário Pedro Elias, da Susam, a possibilidade de um surto tanto do zika vírus quanto do chicunguya é real, não só em Manaus, mas no país inteiro.

“Estamos tomando algumas medidas, conversando com os secretários de Saúde de todos os municípios do Estado. Essa conferência é realizada principalmente pela dificuldade de trazer todos os secretários para Manaus, pela logística”.

Segundo Pedro Elias, 36 casos suspeitos de zika vírus foram notificados até agora, sendo que dois já foram descartados por critério clínico e 11 por critério laboratorial. Apenas um foi confirmado, de transmissão autóctone (infectado dentro do estado). Restam, ainda, 22 casos suspeitos, sendo oito gestantes. Todos são com ocorrência em Manaus.

Conforme dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), em 2015, em todo o Estado, foram registrados 7.191 casos de dengue. Em relação à febre xhikungunya, neste ano foram notificados 152 casos da doença no Amazonas, somente 12 confirmados, 75 descartados e 65 permanecem sob investigação. Dos 12 casos confirmados, cinco foram de transmissão autóctone e os sete restantes “importados” (o doente foi infectado fora do Estado).

Conforme salientou o secretário, toda essa geração já teve contato com casos de epidemias de dengue. “Em Manaus, há 3 anos já tivemos essa situação. Então, a única novidade que temos de novidade é a possibilidade da microcefalia, através do zica. Mas o agente transmissor é o mesmo”, garantiu Elinas.

Em Manaus existe um programa que monitora as zonas da cidade com maior foco de infestação na cidade e, segundo os dados apresentados, a Zona Leste de Manaus é o local com maior foco do mosquito Aedes aegypti.

Para Bernardino Albuquerque (FVS), a prevenção ao mosquito ainda é o meio mais eficaz de combate ao transmissor. “Precisamos da colaboração da população. Se as pessoas jogarem uma sacola de plático no chão, vem a chuva, e esse saco plástico faz uma bolha de água e o mosquito e faz a sua reprodução. Estamos trabalhando com as forças armadas, o Exército no combate ao mosquito”, finalizou.

Situação de emergência
Na últoma segunda-feira (14), o governo do Estado decretou situação de emergência em virtude da probabilidade de desencadeamento de situações epidêmicas de dengue, chikungunya e zika vírus. No caso de Manaus, o governo homologou a situação de emergência, já decretada pela prefeitura. Os decretos, assinados pelo governador José Melo, foram publicados no Diário Oficial do Estado e têm vigência de 180 dias.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, uma ação conjunta entre órgãos da prefeitura e do Estado será realizada na bola do Produtor, localizada na avenida Autaz Mirim, Zona Leste da capital, um dos maiores focos do mosquito Aedes aegypti, conforme apontou o Levantamento de Índice Rápido de infestação (Lira).

Por André Tobias e Stênio Urbano

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