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Envolvidos em fraudes de mais de R$ 52 mi, 7 são presos pela PF em Iranduba, durante a operação ‘Dízimo’

Sete pessoas foram presas pela Polícia Federal do Amazonas (PF-AM) na manhã desta segunda-feira (16), durante cumprimento de mandados da operação ‘Dizimo’, em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus) e no distrito de Cacau Pirêra. Alguns na prefeitura e outros em suas residências.

Ao todo, 29 mandados, sendo 11 de prisão preventiva, 16 de busca e apreensão e dois de condução coercitiva na capital foram cumpridos.

Os nomes dos presos e outros envolvidos não foram revelados para não atrapalhar as investigações, segundo a PF. O grupo é suspeito de envolvimento em um esquema de contratos fraudulentos que movimentou pelo menos R$ 52 milhões. A Justiça Federal já determinou o bloqueio dos bens dos envolvidos.

Conforme o delegado Marcelo Rezende, superintendente da PF-AM, dentre os preso, dois secretários, um funcionário da Prefeitura, dois que exerciam cargo de confiança e um empresário também foram presos. Dois vereadores estão foragidos.

Conforme o delegado responsável pela operação, Alexandre Teixeira, a operação Dízimo não tem relações com as investigações da operação Cauxi, deflagrada no último dia 10 de novembro pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), que resultou inclusive na prisão do prefeito Xinaik Medeiros (PTB).

A investigação da PF começou a partir da identificação, em 2013, de fraudes em licitações nos contratos para o transporte público, no valor de R$ 7,6 milhões, e no desvio de dinheiro federal destinado à assistência de ribeirinhos afetados pela cheia.

“O esquema era sofisticado, começando na Comissão Geral de Licitação (CGL), que direcionava os editais para favorecer determinadas empresas, algumas criadas apenas para desviar o dinheiro sem realizar os serviços. Identificamos casos em que o serviço foi prestado pela metade e outros em que a obra foi entregue de forma diferente do estabelecido no contrato”.

Ainda conforme a investigação, cada empresário do transporte escolar tinha que pagar uma parte para o secretário de comissão permanente de licitação, Eduardo Correa, também peso na operação Cauxi.“O pagamento de propina a vereadores era para dar sustentação política às fraudes”, informou o delegado.

A demonização de ‘Dízimo’ para a operação era um código utilizado por Eduardo Correa, segundo Alexandre Teixeira, para pagar a propina aos vereadores. “O empresário era obrigado a pagar um valor proporcional ao seu contrato. Os percentuais eram entre 25 e 30 por cento do valor de cada contrato”, revelou.

Com informações de Michelle Freitas

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