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Envolvido na morte de oftalmologista diz que vítima tinha caso com sua esposa

O Bando foi autuado por homicídio e por porte ilegal de arma de fogo - foto: Márcio Melo

O Bando foi autuado por homicídio e por porte ilegal de arma de fogo – foto: Márcio Melo

A Policia Civil apresentou na manhã desta quinta-feira (3) cinco integrantes da quadrilha que participou da morte do médico oftalmologista Egídio Corrêa Lira, 37, cujo corpo foi encontrado dentro do próprio carro no dia 1º de novembro, na rua Eixo Norte-Sul, bairro Distrito Industrial 2, Zona Leste de Manaus. O mandante do crime, José Altair da Silva Cunha, 48, disse que mandou matar a vítima porque tinha um caso com sua esposa.

Os presos são José Altair da Silva Cunha, 48, o ‘Coroa’, Cleuson Araújo Viana, 26, conhecido como ‘Ômega’, Dennis do Nascimento Araújo,41, o ‘Brow’ e Jailly Contreira de Souza, 23 e Weverton Fernandes Marques, 19, vulgo ‘Noia’. Todos os suspeitos foram detidos na capital.

De acordo com o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), delegado Ivo Martins, a investigação sobre o caso foi bem profunda. “A primeira hipótese foi de latrocínio (roubo seguido de morte), mas já foi descartada. A partir daí, chegamos à hipótese de crime passional. Durante as investigações chegamos ao mandante que é o Altair, em seguida conseguimos prender o restante da quadrilha”, informou.

“No dia do crime quem participou da ação foi Cleuson que estava conduzindo o carro modelo Gol, usado para levar os suspeitos até a casa do médico, além de Dennis e Weverton, que sequestram o homem em seu próprio veículo”, explicou o delegado.

Martins ainda falou que Altair era amigo da vítima, mas desconfiava que a mulher dele, que não teve o nome divulgado, mantinha um relacionamento amoroso com o médico.

“Quando o corpo do Egídio foi encontrado,  Altair foi até ao Instituto Médico Legal (IML) e ao velório. Ele chegou a se oferecer para pagar o funeral do ‘amigo’, tudo para não levantar suspeitas sobre ele”, falou Martins.

Em depoimento, Altair afirmou que mandou matar o oftalmologista porque desconfiava que a mulher tinha um relacionamento com a vítima. “ Na época que eu estive preso, comecei a desconfiar que minha mulher estava tento um caso com ele. Isso me deixou furioso, pois eu o conhecia, por isso planejei e mandei matar ele” disse o suspeito.

Durante as prisões na casa de Jailly, localizada na rua Samarino, bairro Nova Cidade, Zona Norte, foram encontradas as armas usadas no crime, sendo duas pistolas calibres 380 e ponto 40 e um resolver calibre 38, 100 munições e três relógios que pertenciam ao médico.

A polícia informou que o autor dos três disparos que matou o médico foi weverton, em depoimento do homem disse que lhe ofereceram a quantia de R$ 1 mil, para ele cometer o crime e que recebeu ordens de dentro da cadeia, mas preferiu não citar nomes.

“ Eu recebi uma ligação de dentro da cadeia mandado praticar o crime, nunca matei ninguém antes, fiquei com medo de morrer caso não cumprisse a ordem, me prometeram o valor de R$ 1 mil, mas só ficou na promessa, não me pagaram” contou o suspeito.

O Bando foi autuado por homicídio e por porte ilegal de arma de fogo. Após os procedimentos os homens serão lavados para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro da cidade.

Já, a Jailly será encaminhada ao Centro de Detenção Provisório Feminino (CPDF) localizado no quilometro 8 da BR-174.

Por Mara Magalhães

Com informações de Ana Sena

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