Dia a dia

Encontro discute agenda para garantir políticas públicas voltadas a lésbicas no AM

O debate serviu como ponto de partida para buscar soluções, através de informação e conhecimento – foto: divulgação

O debate serviu como ponto de partida para buscar soluções, através de informação e conhecimento – foto: divulgação

Discutir a visibilidade lésbica com foco no tema ‘Quebrando Paradigmas, Construindo Cidadania’. Esse foi o objetivo do encontro realizado na última sexta-feira (28), no auditório da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), com a participação do poder público e sociedade civil organizada do segmento de mulheres lésbicas do Amazonas.

O encontro foi promovido pelo Departamento de Promoção e Defesa de Direitos (DPDD) em parceria com a Secretaria Executiva de Política para Mulheres (SEPM), ambos da Sejusc, e desencadeou a construção de uma agenda de demandas específicas para as mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais (LBT).

Saúde, educação, mercado de trabalho e segurança pública serão as principais pautas que vão compor o documento que deverá ficar pronto em setembro.

A secretária da Sejusc, Graça Prola, enfatizou a importância do Estado em fazer uma buscativa do segmento aqui no Amazonas para conhecer as demandas, atende-las e garantir os seus direitos.

“Sabemos que as mulheres lésbicas são invisíveis perante as políticas públicas e sofrem preconceito e discriminação no dia-a-dia. Esse debate foi o início de um projeto que visa atender essa população com mais atenção nas instâncias do Estado e provocar um estreitamento entre o poder público e os movimentos”.

Para a representante da Associação Amazonense de Mulheres Independentes pela Livre Expressão Sexual (Aamiles), Sebastiana Silva, o debate serviu como ponto de partida para buscar soluções, através de informação e conhecimento.

“Discutir essa temática de forma clara e transparente é importante para começarmos a fazer reflexão. Por que quando não falamos à sociedade quais são nossas angústias e anseios e como o serviço público pode nos atender, nós mesmos estamos tirando nosso direito. Isso reforça que independe de condição sexual somos cidadãs e temos direitos”, declara.

Segundo o psicólogo e coordenador da Associação Amazonense de Saúde Mental, Jhon Elton Santos, a mulher lésbica sofre com o atendimento em vários setores por falta de conhecimento dos profissionais e em muitos casos, preconceito.

“Temos um dívida social com a população LBT por que não discutimos e nem fomentamos com mais intensidade as questões relacionadas a esse público. Esse conhecimento tem que ser compartilhado e multiplicado para que esse assunto não seja mais tabu”.

O encontro aconteceu em comemoração ao Dia da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto desde 2003, para fortalecer a luta em relação ao respeito a identidade de gênero e a cidadania do segmento.

Com informações da assessoria

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir