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Enchente gera estado de emergência em Barreirinha

Rua de Barreirinha tomada pelas águas: ano passado, 90% da cidade foi alagada com a cheia – foto: Tadeu de Souza

Rua de Barreirinha tomada pelas águas: ano passado, 90% da cidade foi alagada com a cheia – foto: Tadeu de Souza

Distante 331 quilômetros de Manaus, o município de Barreirinha vive outra vez o drama das enchentes. Mais de 2,5  mil alunos das escolas estaduais Professora Maria Belém, Senador João Bosco e Padre Seixas estão sem aula devido às instalações sanitárias dos estabelecimentos já estarem comprometidas pela cheia.

Na zona urbana, 2,45 mil famílias estão em situação de risco. Na zona rural, 350 residências estão sem condição de moradia.

“Esse resultado nos dá um total de 2,8 mil famílias já atingidas pela enchente de 2015”, diz o ex-padre Vivaldo Valente, atual coordenador da Defesa Civil municipal.

“É uma situação muito difícil; a água ainda vem longe e nós aqui já estamos sendo prejudicados”, diz a dona de casa Alice Carneiro Bentes. Ela teve que deixar a sua casa temporariamente por causa da enchente.

A delegacia de polícia também foi comprometida e está funcionando num prédio cedido pela prefeitura municipal.

Localizada numa área baixa do Paraná do Ramos, a cidade, em toda região do Médio Amazonas, é a mais atingida pelo fenômeno da enchente.

A cidade sofre influência da enchente tanto pela parte da frente devido ao Paraná do Ramos como pelo lago do Andirá, afluente do rio Amazonas, que banha também a cidade.

Em 2014, cerca de 90% da área urbana ficou alagada. Este ano, embora em ritmo menor do que o ano passado, as famílias já começam a sentir o efeito da subida do nível das águas.

Estado de emergência

O prefeito da cidade, Mecias Sateré, decretou ontem estado de emergência. “Vamos aguardar a homologação do decreto por parte do governo do Estado para que Barreirinha possa receber ajuda dos governos estadual e federal”, afirmou Sateré.

Ele disse que funcionários da Secretaria de Assistência Social e da Secretaria Municipal de Saúde estão realizando visitas às residências, principalmente onde moram pessoas idosas e crianças com menos de cinco anos de idade para aplicação de vacina contra a gripe.

“Determinamos também a distribuição de hipoclorito de sódio para purificar a água que está sendo consumida”, informou o secretário de Saúde do município, Mário Carneiro.

Carneiro disse que é imprescindível a ajuda imediata do governo do Estado para socorrer as famílias. “Se vamos ter o rio subindo por mais ou menos 20 dias, com certeza o quadro vai se agravar aqui em Barreirinha”, acrescentou o secretário.

Por Tadeu de Souza (equipe EM TEMPO)

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