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Encenações e apitaço ‘celebram’ 30 dias de greve dos docentes na Ufam

O ato público foi realizado no ‘bosque da resistência’, localizado na entra do campus da universidade – foto: Ione Moreno

O ato público foi realizado no ‘bosque da resistência’, localizado na entra do campus da universidade – foto: Ione Moreno

Encenações, caras pintadas e apitaço marcaram o movimento que celebrou, na manhã desta quarta-feira (15), os 30 dias da greve dos docentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), completados hoje. O ato público foi realizado no ‘bosque da resistência’, localizado na entra do campus da universidade, situado na Zona Sul de Manaus.

Em pouco mais de duas horas de protesto, docentes, técnicos administrativos e acadêmicos da Ufam mostraram a insatisfação com a atual estrutura da universidade e a vontade de fortalecer a paralisação, que além da Ufam, já se estende por mais de 40 entidades públicas.
Segundo os manifestantes, o ato foi uma representação intitulada “no auto dos 30 dias”, que mostrou parte dos problemas que as universidades públicas vivem no Brasil.

De acordo com o docente Marcelo Serafico, outro objetivo do protesto, relativo ao primeiro mês de paralisação, é insistir nas denúncias feitas contra o governo e investir nas cinco principais pautas de reivindicações que vem sendo discutidas desde 2012, das quais não tiveram nenhum avanço.

“Estamos aqui chamando a atenção pelo tempo da greve e pelo fato de que o governo se nega de maneira bastante intransigente a negociar a pauta que lhe é proposta há muito tempo. Para uma sociedade que precisa de pessoas criticas e pessoas criativas, isso não é interessante”.
Marcelo Serafico ressaltou ainda que a pauta que atinge todo a comunidade acadêmica e quem vem sendo a mais discutida nos últimos anos é a da melhoria nas condições de trabalho.

Além dessa reclamação, o grevista destaca que a categoria vem pleiteando a valorização da carreira do servidor público, maiores investimentos nas instituições públicas de educação, entre outras pautas associadas a conjuntos de lutas dos servidores públicos, relacionadas a perspectivas estruturantes do que deva ser a sociedade brasileira e citou como exemplo a privatização do serviço.

“A nossa primeira pauta vem sendo agravado pelos diversos cortes no orçamento da educação pública. O governo está economizando em educação e em saúde para transferir parte da riqueza produzida no país para o mercado financeiro, para pagamentos das dívidas públicas. Não se questionar sequer a necessidade se outros setores serão afetados”.

Seráfico ressaltou que outra questão importante que ainda está sem avanço é a estruturação da carreira da classe. “Quando entramos na universidade, não estamos pautados em passar uma chuva aqui e partir para outro órgão logo em seguida. O que percebemos é que os projetos sobre carreiras estão sendo colocados a longos prazos. O governo vem desfragmentando a nossa carreira”, salientou.

Durante a realização do movimento, o fluxo de veículos na avenida General Rodrigo Otávio apresentou leve retenção. Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) foram deslocados até o local para auxiliar o trânsito que normalizou por volta das 10h.

Por Gerson Freitas

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