Economia

Empresas lançam projeto agroflorestal sustentável no Amazonas

Governador José Melo recebeu ontem executivos de empresas que lançaram projeto Carauari Amazônia - foto: divulgação

Governador José Melo recebeu ontem executivos de empresas que lançaram projeto Carauari Amazônia – foto: divulgação

Executivos da Aplub e da Renbrasil apresentaram ontem (22) o projeto Carauari Amazônia, voltado para a produção agroflorestal no município localizado no rio Juruá, distante 989 quilômetros de Manaus.

As empresas se uniram para investir em um grande projeto que visa a explorar a atividade madeireira sustentável, aliada à fruticultura e à piscicultura numa área de mais de 900 hectares de floresta em Carauari, com a expectativa de geração de 3 mil empregos, utilizando, preferencialmente, mão de obra local.

“É um projeto que se encaixa perfeitamente na matriz de desenvolvimento econômico do nosso governo, que tem na piscicultura, na fruticultura e na biotecnologia seus principais pilares”, disse o governador José Melo, ao receber, em seu gabinete, a comitiva liderada pelo presidente da Aplub, o ex-senador Nelson Wedekin e o presidente da Renbrasil, ex-embaixador Brian Michel Fraser Neele.

Também participaram do encontro os prefeitos de Manaus, Arthur Neto, e de Carauari, Chico Costa, além de representantes de órgãos e entidades de classes ligadas à indústria, ao setor primário e área de desenvolvimento econômico.
A ideia de transformar o município em um grande produtor de peixe e de frutas agradou ao governador e aos técnicos do governo que participaram da reunião. “Esse é o carro-chefe do nosso governo, que já conta com o interesse de países estrangeiros, como a China”, lembrou o governador.

Manejo florestal

O projeto, planejado para ser executado num período de 90 anos, tem como pilares básicos a exploração madeireira baseada no manejo florestal, casada com o desenvolvimento de atividades econômicas, como a fruticultura e a criação de peixe em cativeiro.

De acordo com o executivo Enrico Minoli, integrante da comitiva, tanto a atividade madeireira quanto a produção de frutas e a piscicultura serão associadas ao beneficiamento (agroindústria), ampliando as oportunidades de emprego para a população.
“Toda a atividade será concentrada em Carauari. Pelos nossos cálculos, vamos desenvolver no município a maior produção de peixe em cativeiro do Estado”, afirmou o executivo.

Durante a apresentação do projeto foi destacada a expertise da Renbrasil, uma empresa estrangeira de capital nacional, em atividades sustentáveis relacionadas à agricultura, biotecnologia, produção de material biodegradável e energia renovável, entre outras atividades que estão no projeto a ser implantado pela empresa.

O grupo tem como parceira a Organização de Pesquisa Agrícola (ARO), uma organização israelense especializada em implantar projetos agrícolas em regiões inóspitas e com climas extremos, como o deserto. A Renbrasil também está firmando parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“Levem a certeza de que todos nós vamos estar juntos neste empreendimento, porque temos muito interesse em dar ao mundo o exemplo de que é possível fazer no formato que precisa ser feito, com os cuidados ambientais e sociais, mas sem tratar essa região como se fosse uma virgem intocável”, disse o governador José Melo, ao oferecer sua estrutura técnica para auxiliar no projeto.

“Coloco os técnicos do governo à disposição para dirimirmos as eventuais dúvidas, porque tenho maior interesse em mostrar para o mundo que é possível produzir numa região como a nossa, preservando a natureza, mas também desenvolvendo atividade econômica dentro do conceito de sustentabilidade”.

Bases sustentáveis

A preocupação com a sustentabilidade e questão ambiental também deu a tônica da discussão com o governador José Melo, que contou a com a presença de técnicos desta área do governo e da Prefeitura de Manaus.
O projeto será implantado na fazenda Aplub, de propriedade da empresa de mesmo nome, em Carauari.
Rígido controle ambiental com uso de alta tecnologia como 200 drones para vigiar o processo de retirada de madeira, deverá ser implantado, segundo os executivos.

Ainda de acordo com os empresários, para a atividade agrícola, a área utilizada não deve ser superior 1,8%, bem abaixo do que é estipulado por lei.

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