Economia

Empresas do setor químico do AM terão até R$ 2,2 bilhões disponíveis para planos de negócio

Linhas de produção que utilizam insumos químicos para higiene pessoal, perfumaria e cosméticos também vão ser beneficiadas com os recursos para empréstimos de R$ 2,2 bilhões disponibilizados pelo BNDES - foto: divulgação

Linhas de produção que utilizam insumos químicos para higiene pessoal, perfumaria e cosméticos também vão ser beneficiadas com os recursos para empréstimos de R$ 2,2 bilhões disponibilizados pelo BNDES – foto: divulgação

O setor químico terá disponível R$ 2,2 bilhões para a aprovação de planos de negócio por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os recursos foram disponibilizados para o incentivo e a comercialização de produtos do segmento.

As empresas poderão apresentar os projetos até o dia 29 de abril. Cada plano de negócio deve estar orçado, no mínimo, em R$ 10 milhões e ter a pretensão de se tornar uma atividade industrial, em especial no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Conforme o gerente Setorial do Departamento de Industria Química do BNDES, Felipe Pereira, a instituição detectou a necessidade de se fomentar o segmento, pois, segundo ele, no Brasil, os insumos químicos explorados são de baixo valor agregado. “Nunca houve um plano voltado para o setor químico e estamos incentivando isso para que as empresas tenham bons rendimentos e a economia melhore”, disse.

Pereira informou ainda que as empresas interessadas em apresentar um plano de negócio para a instituição devem se enquadrar nos requisitos, principalmente no que diz respeito a ousadia dos projetos. “A pretensão de tornar a pesquisa em atividade industrial elevará a nota de cada empresa na hora da avaliação dos planos. Não queremos ficar no campo da pesquisa, mas queremos que os resultados dos projetos cheguem ao mercado”, explicou.

Apesar da facilidade que a instituição financeira dispões para os empréstimos, alguns empresários do setor químico do Amazonas descartam a possibilidade de engajar um plano de negócio e solicitar financiamento para novas pesquisas. O financiamento é de R$ 10 milhões com o prazo de seis anos para o pagamento.

Críticas

Para o proprietário da empresa Pronatus do Amazonas Indústria e Comércio de Produtos Fármaco Cosméticos, Evandro de Araújo Silva, o Plano de Apoio ao Desenvolvimento (Padiq) do BNDES não é viável para micro e pequenas empresas da região.

“A contrapartida financeira é alta. O valor mínimo do orçamento de todo o plano deve ser R$ 10 milhões, mas, se a pesquisa não der certo uma pequena empresa não terá de onde tirar esse valor”, observou o empresário, ao destacar que as empresas de médio porte se encaixam no perfil de financiados.

Por Asafe Augusto

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